Operação prende suspeitos de tentativa de feminicídio e estupro contra vulnerável

Mandados foram cumpridos durante mobilização nacional; investigações apuram atropelamento de duas irmãs e abuso sexual denunciado por jovem internada

15 JUL 2026Por Redação Jota FM14h22
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A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (15), dois mandados de prisão preventiva em Campo Grande durante a Operação Mulher Segura. As ordens judiciais atingem investigados por tentativa de feminicídio e estupro de vulnerável. A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Um dos presos é investigado por atropelar duas irmãs no dia 30 de março deste ano, na Capital. Segundo a investigação, o motorista fugiu sem prestar socorro após atingir as vítimas. A Justiça também autorizou busca e apreensão do veículo e de aparelhos celulares.

Imagens de câmeras de segurança mostram que o condutor apagou os faróis antes de acelerar na direção das vítimas. Fragmentos recolhidos no local foram identificados como compatíveis com um Toyota Corolla registrado em nome do investigado. A polícia informou que ele alegou ter vendido o carro, mas não apresentou documentos que comprovassem a negociação.

Os investigadores afirmam que o veículo permaneceu em Campo Grande após o crime, contrariando a versão apresentada pelo suspeito. O histórico de relacionamento com uma das vítimas e as inconsistências no depoimento também reforçaram os indícios reunidos durante o inquérito. O caso segue em investigação.

O segundo mandado de prisão foi cumprido contra um homem investigado por estupro de vulnerável. A apuração começou após uma jovem de 18 anos, grávida, relatar em um hospital que sofria abusos sexuais desde os 15 anos. Segundo o depoimento, os crimes eram praticados pelo próprio irmão mediante ameaças.

A vítima afirmou acreditar que a gestação seja resultado de um dos abusos ocorridos em novembro de 2025. Conforme a investigação, o avô tinha conhecimento da situação. No hospital, ele tentou se aproximar da jovem, o que levou a equipe médica a solicitar seu afastamento e acionar a Polícia Militar.

A Justiça autorizou a prisão preventiva do investigado, que foi cumprida por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A vítima permanece internada em unidade de terapia intensiva. A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os fatos e apurar a possível participação de outras pessoas.

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