PF mira esquema de cigarros eletrônicos e bloqueia bens em Campo Grande

Operação cumpriu mandados de busca, bloqueou contas bancárias e suspendeu empresa investigada por atuar na venda clandestina de produtos estrangeiros comercializados por aplicativos de mensagens

26 MAI 2026Por Redação Jota FM13h36
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Vapor Contumaz, em Campo Grande, contra um grupo investigado por contrabando e comércio ilegal de cigarros eletrônicos. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e suspensão das atividades de uma empresa ligada ao esquema.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam uma empresa formal para dar aparência de legalidade à comercialização dos produtos. Segundo a Polícia Federal, os cigarros eletrônicos eram introduzidos irregularmente no país e revendidos de forma contínua. A apuração indica atuação estruturada e recorrente do grupo investigado.

De acordo com os investigadores, a venda dos produtos ocorria principalmente por aplicativos de mensagens. Os pedidos eram negociados diretamente com clientes e as entregas combinadas previamente. O modelo dificultava a identificação dos locais de armazenamento e distribuição das mercadorias.

A Polícia Federal informou que o esquema buscava reduzir riscos de fiscalização e apreensão dos produtos. A empresa utilizada pelos investigados teria servido como suporte operacional para movimentação financeira e logística das vendas. Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados ao longo da investigação.

A ofensiva desta terça-feira ocorreu em Campo Grande e teve como foco desarticular a estrutura financeira e comercial do grupo. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão restrições patrimoniais sobre bens móveis e imóveis ligados aos investigados. As contas bancárias dos alvos também foram bloqueadas.

O comércio de cigarros eletrônicos é alvo frequente de operações policiais no país devido à entrada irregular de mercadorias estrangeiras. A Polícia Federal não informou o volume de produtos comercializados pelo grupo investigado. O caso segue em apuração.

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