Campo Grande (MS) – Com o objetivo de fomentar ações que estimulem a adoção de medidas tecnológicas, reduzindo os custos de produção e mitigando impactos ao ambiente e a saúde humana e animal, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado, de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), firmou com 13 instituições, entre associações, conselhos, entidades e instituições de pesquisa um Termo de Cooperação Técnica para execução do Plano Estadual para Difusão do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no Mato Grosso do Sul.
A assinatura foi realizada na abertura do workshop “Responsabilidade técnica na emissão da Receita Agronômica”, no CREA-MS, em Campo Grande na manhã desta quarta-feira (27). Essa é a primeira ação da Semagro, por meio da Iagro, na execução do Plano Estadual para Difusão do MIP em Mato Grosso do Sul. O Termo tem por objetivo formalizar o compromisso conjunto do Governo do Estado e instituições para a implementação do Plano Estadual para Difusão do Manejo Integrado de Pragas.
Assinaram: O Presidente da Associação dos Engenheiros Agronomos de MS (AEAMS), Antonio Luiz Neto Neto; Luiz Henrique Cassaro da AASTEC-MS; Edson Borges do Instituto MS Agro; o Diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SIndag), Paulo Alberto Kern; O Diretor Executivo da OCB-MS, Sadi de Paula; o Diretor Presidente da Iagro, Daniel Ingold; o Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados, Guilherme Asmus; o Chefe Geral Interino da Embrapa Gado do Corte, Ronney Robson Mamede, Dirson Freitag, Presidente do Crea-MS; Alex Melotto, Diretor Executivo da Fundação MS; Ilton Henrichsen, Presidente da Fundação Chapadão e como testemunhas: Fernando Nascimento, Coordenador de Agricultura da Semagro; e Altamiro Nogueira Barbosa, da diretoria do Crea-MS.
Elaborado e aprovado por um Grupo de Trabalho (GT) composto por membros do Conselho Estadual de Agrotóxicos (CEA), o Plano propõe ações no Estado para promoção e difusão dos princípios e práticas que compõem o MIP, gerando atitudes que racionalizem o uso de produtos fitossanitários no controle de pragas nos sistemas de produção, e que contribuam com a redução dos custos de produção e eventuais riscos de impactos ambientais e sociais relacionados ao uso desses insumos essenciais para o processo produtivo.
Para Rogério Beretta, superintendente da Semagro, que representou o Secretário Jaime Verruck na assinatura do termo, o plano abrange as questões do agronegócio pela necessidade de racionar o uso de defensivos agrícolas químicos, e para isso, o uso do Manejo Integrado de Praga é eficiente e alternativa para quem prioriza o desenvolvimento da agropecuária sustentável. “O Plano Estadual do Manejo Integrado de Pragas é muito importante e vem atingir exatamente o ponto que o Governo do Estado defende, a sustentabilidade de todo o Estado”.
O Diretor Presidente da Iagro, Daniel Ingold, ressaltou também que além de difundir os princípios e práticas que compõem o Manejo Integrado de Pragas, o foco está no uso racional de produtos fitossanitários.
O compromisso entre as entidades é que o Manejo Integrado de Pragas (MIP) seja adotado nas principais culturas (soja, feijão, milho, algodão, cana-de-açúcar, hortícolas) e florestas plantadas, de forma contínua, pelo público-alvo desse Plano. O público-alvo das ações de pesquisa, transferência de tecnologia e assistência técnica são “produtores rurais, gestores de fazendas de produção agrícola, trabalhadores rurais, engenheiros e técnicos do setor, secretários municipais, professores e estudantes da área, profissionais da assistência técnica pública e privada, profissionais de cooperativas, indústrias, e revendas de insumos agrícolas e agentes públicos de Defesa Agropecuária.
Entre os vários objetivos, o que se espera é que as instituições possam construir uma rede de multiplicadores do MIP e, com isso, aumentar a adoção das práticas de manejo, a exemplo do uso adequado de produtos químicos e biológicos no controle de pragas. Para que o Plano se concretize, foram elaboradas ações de políticas públicas, capacitações, pesquisas e desenvolvimento tecnológico, assistência técnica e extensão rural, eventos, entre outros.
“Ao assinar o termo de compromisso, junto com as demais instituições que trabalham com pesquisa e assistência técnica, mostramos o compromisso de nos envolver e priorizar, ainda mais, este tema em nossas ações de pesquisa e transferência de tecnologia”, afirma Guilherme Lafourcade Asmus, Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados.
O Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste reforçou a ideia de que o Manejo Integrado de Pragas (MIP) vai muito além de um conceito. Ele ressalta que esse é um tipo de ferramenta “com base em qualificado conhecimento científico para ações estratégicas no controle de pragas, que muito pode contribuir para a sustentabilidade econômica e ambiental da atividade agrícola.”
O workshop que foi promovido também em Dourados, na terça (26), foi realizado pela Semagro, Iagro, e contou com a parceria com a AEAMS (Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul), Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários), CREA-MS, com o apoio da UFGD, Sindiveg, Sindag, Fundação MS, Embrapa e MPE. Participaram profissionais que atuam nos distribuidores de insumos agrícolas, cooperativas, usinas, assistência técnica e aviação agrícola.
Kelly Ventorim, assessora de comunicação da Secretaria de Estado, de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)


Obras Papy cobra modernização do tapa-buracos em Campo Grande
ENTREVISTA Cooperativismo amplia renda no interior de MS, segundo Celso Régis
Nova Alvorada do Sul Polícia identifica seis adolescentes suspeitos de furtar duas motocicletas
ENTREVISTA Riedel projeta novo mandato e responde a demandas do interior