Cooperativismo amplia renda no interior de MS, segundo Celso Régis

Presidente do Sistema OCB/MS destaca iniciativas que vão do agro à catadores e defende educação, capacitação e organização coletiva para fortalecer a economia local

22 OUT 2026 Por Redação Jota FM 12h12

O cooperativismo tem ampliado oportunidades de geração de renda e inclusão social em Mato Grosso do Sul, inclusive entre trabalhadores da reciclagem e pequenos produtores rurais. Em entrevista ao Ronda do MS nesta quinta-feira (22), o presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis, destacou o programa CataCoop, que reúne 15 cooperativas em 13 municípios para profissionalizar catadores de materiais recicláveis e fortalecer a atividade econômica.

Régis também abordou o potencial de crescimento das cooperativas agropecuárias, a necessidade de ampliar a agroindustrialização, a formação de crianças e jovens e a participação do setor no desenvolvimento das comunidades do interior. O dirigente defendeu maior conhecimento da população sobre o modelo cooperativista e citou a parceria com instituições como o Sebrae, o Ministério Público e o governo estadual.

“Até nós colocamos um programa que chama CataCoop. Que é fazer com que eles sejam verdadeiros profissionais”, afirmou o presidente. Segundo ele, a iniciativa busca capacitar trabalhadores da reciclagem para que possam organizar suas atividades por meio de cooperativas e ampliar a renda obtida com a comercialização dos materiais.

Régis explicou que o programa combina objetivos econômicos, sociais e ambientais. A organização coletiva permite melhorar as condições de trabalho e a remuneração dos participantes, além de contribuir para a destinação de materiais recicláveis. “Nós temos treze municípios com quinze cooperativas participando nesse programa nosso”, disse.

O presidente ressaltou que o cooperativismo não se restringe a grandes empresas ou categorias profissionais específicas. O modelo também pode atender pequenos empreendedores, trabalhadores autônomos e famílias que buscam alternativas de geração de renda. 

No setor rural, Régis apontou a agroindustrialização como uma das frentes para ampliar o valor agregado da produção sul-mato-grossense. Ele citou cooperativas ligadas à produção de mel e à suinocultura, que podem ajudar pequenos produtores a melhorar a comercialização e a rentabilidade.

“O produtor seja mais capacitado e remunerado”, disse, ao comentar a importância de integrar produtores de diferentes portes às cadeias produtivas.

O dirigente também defendeu a retomada de cooperativas habitacionais e de trabalho, modalidades que já tiveram presença no país. Segundo ele, o avanço dessas iniciativas depende de articulação com o poder público e de políticas que estimulem a organização coletiva. “Governos que são sérios, adotam o cooperativismo para que ele possa colaborar com o desenvolvimento das comunidades e das pessoas acima de tudo”, declarou.

A educação foi apontada como outra área estratégica para o fortalecimento do setor. Régis citou programas de formação desenvolvidos pelo sistema de aprendizagem do cooperativismo e por cooperativas locais, com atividades voltadas a crianças e jovens em diferentes municípios. “Eu defendo que tudo passa pela educação”, afirmou.

Entre as iniciativas mencionadas estão programas de educação cooperativista que buscam estimular a colaboração, a participação e o conhecimento sobre o funcionamento das cooperativas desde os primeiros anos escolares. Para o dirigente, a formação pode contribuir para o desenvolvimento das comunidades e para a preparação de novas gerações de cooperados.

“É através da união dos valores da cooperação que nós vamos construir uma sociedade mais próspera”, disse.

Ao comentar o cenário nacional, Régis manifestou preocupação com os rumos da economia e defendeu maior valorização do setor produtivo. Ele também ressaltou a importância de que o processo eleitoral ocorra sem violência e com respeito entre os diferentes grupos políticos. O presidente afirmou que espera condições favoráveis ao empreendedorismo e ao desenvolvimento das cooperativas a partir do próximo ano.

Régis destacou ainda que o Sistema OCB/MS mantém ações para ampliar a capacidade de organização econômica e social dos trabalhadores. Para ele, a divulgação do cooperativismo é necessária para que mais pessoas conheçam as possibilidades do modelo e possam participar de iniciativas coletivas. “A sociedade conhece ainda muito pouco cooperativismo”, afirmou.

Assista à entrevista completa com Celso Régis:

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