Campo Grande (MS) – A inauguração da Cidade Solar na manhã desta quinta-feira (12) no município de Jaraguari, consolida a ação do Governo do Estado, por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) para estimular o uso de fontes renováveis na geração de energia limpa em Mato Grosso do Sul.
Essa é a avaliação do secretário Jaime Verruck, da Semagro, que acompanhou o governador Reinaldo Azambuja em agenda comemorativa ao aniversário do município de Jaraguari e participou da inauguração da Cidade Solar. O empreendimento, da Solar Energy Brasil, foi financiado pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), incentivado pelo Governo do Estado e é um modelo pioneiro de geração de energia solar fotovoltaica no país.
Sua capacidade de geração é de 6 MW ano de energia limpa, o que equivale ao consumo de 7200 casas populares no ano. Na área, de 18 hectares, estão sendo instalados 18 mil paineis fotovoltaicos que vão atender à demanda de energia elétrica de 122 clientes em todo o Estado, principalmente micro e pequenas empresas.
“É uma visão estratégica. A gente entende que priorizar a geração de energia limpa, renovável, é contribuir para questão ambiental, para a sustentabilidade de Mato Grosso do Sul, do Brasil e do mundo”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja durante o evento.

Governador Reinaldo Azambuja e o secretário Jaime Verruck durante inauguração da Cidade Solar, em Jaraguari
O secretário Jaime Verruck lembrou que “o Estado definiu como estratégia a questão da energia limpa e para isso teve de tomar uma série de atitudes. A primeira foi a isenção de ICMS na compra das placas, importadas ou não. Num outro momento, revimos a questão da compensação ambiental. Hoje, todos os projetos de geração de energia solar fotovoltaica não pagam a compensação, pois entendemos que a própria geração de energia limpa já é uma medida compensatória. Também trabalhamos no FCO e neste ano de 2019, cerca de R$ 200 milhões foram contratados pelo setor Rural e Empresarial para a instalação de paineis fotovoltaicos”.
De acordo com o titular da Semagro, o estímulo à geração de energia limpa em Mato Grosso do Sul é estratégico para a administração estadual. “Queremos reposicionar o Estado como gerador de energia. Já temos um grande número de empreendimentos de geração de energia de biomassa, mas a energia solar fotovoltaica só responde por 0,9% do total de energia gerada no Estado. Precisamos ampliar essa matriz por meio do incentivo e de política pública. Nossa meta é chegar a 5% em quatro anos, com energia solar fotovoltaica e eólica”, acrescentou.
O diretor-presidente da Solar Energy, Hewerton Elias Martins, explicou que a Cidade Solar “é uma fazenda de geração de energia. A energia que é gerada é inserida no sistema e o cliente pode abater o valor na conta. Esse dinheiro que o empresário economiza é investido no próprio negócio e movimenta a economia da cidade e do Estado”.

Segundo Hewerton, “aqui não tem somente tecnologia, mas também um know how de inteligência de negócio que foi desenvolvido em Mato Grosso do Sul. Hoje somos exportadores de know how e tecnologia. Esse modelo de condomínio está sendo copiado em outros Estados”. Ele lembra que a Cidade Solar gerou 60 empregos diretos. As placas, que foram importadas da China, têm durabilidade estimada de, pelo menos, 25 anos.
A empresária Sônia Frainer, uma das clientes da Cidade Solar, comentou a importância de sua empresa investir na geração de energia limpa e os benefícios para o meio ambiente e as finanças. “ Em primeiro lugar, nossa empresa é bastante consciente de que temos de contribuir com o meio ambiente, por isso optamos pela utilização de uma energia limpa. E temos também a economia que estamos tendo no consumo de energia. Fizemos um investimento, que já está se pagando, o retorno é real. Aumentamos agora a nossa produção e já estamos cobrindo a nossa demanda de energia”, afirmou.
A inauguração da Cidade Solar também contou com a participação do secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, do diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, dos prefeitos de Jaraguari e Rio Verde, respectivamente, Edson Rodrigues Nogueira e Mário Kruger, do assessor técnico da Semagro, Edmir Bosso, além de vereadores e empresários.
Marcelo Armôa – Assessoria de Comunicação da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)
Fotos: Chico Ribeiro
Obras Papy cobra modernização do tapa-buracos em Campo Grande
ENTREVISTA Cooperativismo amplia renda no interior de MS, segundo Celso Régis
Nova Alvorada do Sul Polícia identifica seis adolescentes suspeitos de furtar duas motocicletas
ENTREVISTA Riedel projeta novo mandato e responde a demandas do interior