Rotas alternativas não são informadas a motoristas e espera leva horas na 163 onde barragem rompeu

Uma rota alternativa pode ser no quilômetro 495 da BR-163, segue pelo anel viário até a MS-080, passando por Rochedo, Corguinho e Rio Negro, voltando pra BR-163 pela MS-430, chegando a São Gabriel do Oeste, ou seguir pela BR-419 até Rio Verde

22 AGO 2024 Por Redação Sidrollândia 19h37

Apesar da existência de rotas alternativas que poderiam aliviar os congestionamentos na BR-163, entre Campo Grande e Jaraguari, causados pelo desmoronamento de parte da pista, a CCR MSVia, responsável pela rodovia, não forneceu informações aos motoristas sobre essas opções.

Na quarta-feira, as filas de veículos ultrapassaram os dez quilômetros em ambos os sentidos, devido ao rompimento da represa do condomínio Nasa Park. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os motoristas enfrentavam até três horas de atraso, em um dia de calor intenso, com temperaturas atingindo 36,6°C e umidade do ar baixando para 12% em Campo Grande.

Na manhã desta quinta-feira, a situação melhorou, com filas e tempo de espera menores. No entanto, a própria CCR MSVia admitiu que o congestionamento poderia aumentar ao longo do dia. Questionada sobre a falta de orientação sobre rotas alternativas, a concessionária afirmou que essas informações seriam adicionadas ao site da empresa ainda na quinta-feira.

A rota alternativa para veículos de carga começa no quilômetro 495 da BR-163, segue pelo anel viário até a MS-080, passando por Rochedo, Corguinho e Rio Negro. De lá, é possível retornar à BR-163 pela MS-430, chegando a São Gabriel do Oeste, ou seguir pela BR-419 até Rio Verde de Mato Grosso. Ambas as rotas aumentam a distância, mas oferecem um tempo de viagem menor do que enfrentar o congestionamento. Além disso, evitam praças de pedágio, que cobram R$ 14,50 por eixo.

A falta de divulgação dessas rotas alternativas pode estar relacionada ao impacto financeiro nas praças de pedágio. Em eventos anteriores, painéis luminosos foram instalados para informar os motoristas sobre opções de desvio, mas desta vez, o único painel alerta sobre um "pare e siga" à frente. A praça de pedágio entre Campo Grande e Jaraguari, que seria evitada por quem optasse pela MS-080, registrou 255.800 veículos em junho, gerando uma receita significativa, especialmente com caminhões, que representam uma parte importante do tráfego.

A Polícia Rodoviária Federal começou a sugerir a rota alternativa mais de 36 horas após o incidente, após ser questionada pela imprensa. A rota, no entanto, apresenta desafios, como a falta de postos de combustíveis e risco de atropelamento de animais silvestres.

Antes disso, a única rota sugerida pela PRF era pela MS-010, indicada apenas para veículos leves devido às condições da estrada. 

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