O crime de estelionato eletrônico tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, especialmente através de aplicativos de mensagens, links falsos e ligações telefônicas. Em 2023, apenas em Mato Grosso do Sul, foram registrados 5.414 casos, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, o que equivale a aproximadamente 15 casos por dia.
De acordo com especialistas, além da vergonha e do medo de serem julgadas, as vítimas muitas vezes acreditam que o esforço de denunciar é inútil, já que consideram remotas as chances de recuperação do dinheiro perdido. Além disso, o sistema judicial é percebido como lento e ineficaz.
O impacto do estelionato eletrônico vai além do financeiro, causando também traumas sociais e psicológicos. Algumas vítimas chegam a se endividar na tentativa de recuperar o que perderam, agravando ainda mais sua situação.
Os golpistas utilizam a manipulação como principal ferramenta para cometer esses crimes. Eles se fazem passar por representantes de bancos ou conhecidos, convencendo as vítimas a fornecer informações sensíveis, como senhas e dados bancários. A engenharia social é frequentemente utilizada, onde criminosos, através de mensagens ou ligações, criam um senso de urgência e medo para persuadir as vítimas.
Para se proteger, é recomendado nunca compartilhar dados pessoais ou bancários por telefone ou mensagens, desconfiar de pedidos urgentes, verificar diretamente com as instituições envolvidas, utilizar autenticação em duas etapas e monitorar regularmente os extratos bancários. Em caso de dúvida, é importante procurar ajuda de um advogado ou uma pessoa de confiança.
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