Integrantes do MST bloqueiam trecho da BR-163 na saída para São Paulo

Manifestantes exigem a presença do presidente do Incra e do ministro do Desenvolvimento Agrário para tratar da regularização fundiária e assentamento de famílias no Estado.

30 ABR 2025 Por Evandro Silva 11h37

Na manhã desta quarta-feira (30), cerca de 150 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloquearam um trecho da BR-163, na saída para São Paulo, em Campo Grande (MS). A manifestação é uma resposta à falta de diálogo do governo federal com os acampados sobre pautas relacionadas à reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

De acordo com os manifestantes, o bloqueio ocorre diante da ausência de respostas concretas por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Eles reivindicam a presença imediata do presidente do Incra, César Aldrighi, e do ministro Paulo Teixeira.

"Decidimos fechar porque estamos com o Incra ocupado, mas até agora o governo federal não respondeu nossa pauta. Queremos a vinda do César Aldrighi e do ministro Paulo Teixeira. Eles dizem que podem vir daqui a um mês, mas daqui a um mês não resolve nosso problema", afirmou Claudinei Barbosa, de 44 anos, um dos líderes do protesto.

Manisfestação Br 163

Os manifestantes denunciam que Mato Grosso do Sul é o único Estado onde as demandas por distribuição de terras seguem sem resposta efetiva. O movimento cobra a regularização fundiária e o assentamento imediato das famílias que vivem em acampamentos espalhados por diversas regiões do Estado.

Apesar do bloqueio, os participantes informam que a passagem de ambulâncias está sendo liberada, mas o tráfego de demais veículos permanece interrompido. O protesto não tem previsão de término e, segundo Claudinei, só será encerrado com a presença dos representantes do governo federal.

"A resposta que esperamos é a presença dos dois representantes do governo aqui, com data e hora definidas. O superintendente do Incra no Estado não resolve nada. Vamos permanecer até termos uma resposta concreta, não algo para daqui um mês", reforçou o acampado.

O MST mantém a mobilização como forma de pressão por avanços nas políticas de reforma agrária, que, segundo o movimento, seguem estagnadas em Mato Grosso do Sul.

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