A 7ª Conferência Estadual das Cidades de Mato Grosso do Sul começou nesta quinta-feira (5), na Capital, com os temas da habitação e da infraestrutura em destaque.
O evento contou com a participação da diretora-presidente da Agência de Habitação Popular (Agehab), Maria do Carmo Avesani, do secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, e demais autoridades.
Um dos temas destacados foi o crescimento do município de Inocência, que receberá a implantação da fábrica de celulose Arauco. Segundo o secretário Guilherme de Carvalho, é preciso olhar com atenção para a cidade.
“Não é apenas a habitação. Quando falamos de Inocência, estamos falando da mobilidade entre municípios, estamos falando de saneamento básico e das moradias”, disse o secretário.
O último censo divulgado pelo IBGE aponta que a cidade tem população em torno de 8.500 habitantes. Após a implantação da fábrica de celulose, o número pode ultrapassar 30 mil.
Segundo o secretário, o Governo do Estado está comprando, em parceria com o município, uma área para a construção de 500 unidades habitacionais em Inocência.
O deslocamento é outro tema que está sendo tratado. “Tem a restauração da MS-377, implantação da MS-320, proporcionando a ligação de Três Lagoas e Inocência, que é extremamente importante para o transporte, para a logística dos colaboradores da Arauco”.
Durante a Conferência, serão debatidos assuntos como gestão estratégica, mobilidade urbana e sustentabilidade. O evento segue até esta sexta-feira (6), com palestras e debates.
Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do país a realizar conferências municipais em todos as cidades, o que enriquece as discussões durante o congresso estadual, segundo o secretário Guilherme de Carvalho.
“As demandas, preocupações, e dificuldades já vêm todas discutidas em cada município e chegam melhor estruturadas para o debate”.
A vice-prefeita de Sidrolândia, Cristina Fiuza, participa do congresso. Segundo ela, a habitação também é o setor que demanda mais atenção no município.
“Estou aqui com os nossos delegados para aprender. É importante ter área adequada tanto no perímetro urbano quanto no rural, para que a gente não venha a perder nenhum projeto. E também estamos atentos a novos projetos que já estão em andamento”.
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