Com as eleições de 2026 se aproximando, o governo de Mato Grosso do Sul começa a vivenciar seus primeiros movimentos de bastidores. O cenário político no Palácio dos Despachos, sede da Governadoria, já indica mudanças estratégicas que devem impactar diretamente o primeiro escalão do governador Eduardo Riedel (PP). As articulações, que envolvem secretários com pretensões eleitorais, antecipam uma minirreforma administrativa e revelam a busca por equilíbrio entre gestão e política.
Entre as movimentações mais comentadas está a saída do secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha (MDB), que deve oficializar nos próximos dias seu pedido de exoneração. O emedebista, um dos principais articuladores do governo, prepara-se para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições do próximo ano. A decisão foi comunicada ao governador e marca o início de um redesenho político no núcleo central da administração estadual.
A expectativa é que as mudanças sejam anunciadas ainda esta semana, abrindo espaço para novas composições entre partidos aliados e sinalizando um momento de transição no governo. Fontes do Executivo afirmam que o movimento é natural, considerando o calendário eleitoral e o desejo de Riedel em manter coesão entre sua equipe e a base política.
O primeiro escalão do governador Eduardo Riedel (PP) sofrerá uma baixa nos próximos dias. Trata-se do secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha (MDB), que pediu para entregar o cargo de olho nas eleições do próximo ano, quando deve concorrer para deputado estadual.
Para o seu lugar na hierarquia administrativa, o atual secretário-adjunto Walter Carneiro Júnior deverá ser promovido a titular, enquanto para o seu posto segue um nome indefinido, mas a expectativa é que seja indicado por um partido aliado.
A mudança deve ocorrer já nos próximos dias e antecipa a reforma administrativa que o governador terá que fazer por conta das pretensões políticas dos seus secretários. A situação, inclusive, será tema de uma reunião na quinta-feira (23) na Governadoria.
Outros titulares cotados para deixarem os cargos são Marcelo Miranda, do Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, e o veterano Jaime Verruck, que está no cargo de secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento desde a gestão de Reinaldo Azambuja (PL).
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