O início deste ano foi marcado por duas mortes em decorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao vírus influenza A subtipo H3N2 em Mato Grosso do Sul, segundo o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os casos foram registrados até 17 de janeiro e reforçam a circulação do vírus no Estado. De acordo com os dados oficiais, as duas vítimas residiam em municípios diferentes: uma mulher de 65 anos em Sidrolândia, que apresentava comorbidade ligada à imunodeficiência, e outra pessoa com mais de 60 anos em Corumbá, cuja informação detalhada não foi divulgada. Ambos os casos evoluíram para SRAG, complicação grave caracterizada por insuficiência respiratória e risco elevado de óbito.
A SES classifica essas mortes como associadas ao H3N2, um subtipo do vírus influenza responsável por diversos casos de gripe e formas graves da doença. A SRAG é uma condição que representa a evolução de infecções respiratórias, muitas vezes desencadeadas por vírus como os da influenza, e exige hospitalização e acompanhamento intensivo.
Mato Grosso do Sul também foi destaque no final de 2025 por ser um dos primeiros estados a identificar casos de uma linhagem do H3N2 no Brasil — popularmente chamada de “gripe K” — embora, naquele momento, nenhuma morte tenha sido atribuída à variante até 22 de dezembro. Foram registrados diversos casos confirmados em diferentes faixas etárias e municípios do Estado.
FAKE NEWS
Outro assunto que repercute atualmente está relacionado a áudios com informações falsas sobre um suposto aumento de casos de Covid-19 no período que antecede o carnaval, que voltaram a circular em grupos de aplicativos de mensagens em Mato Grosso do Sul, gerando preocupação entre a população. As mensagens citam, sem qualquer comprovação, alerta de hospitais e pedidos para uso de máscara e estoque de álcool, alegando que os dados estariam sendo ocultados pelas autoridades de saúde.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), de Campo Grande, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) negaram aumento nos registros da doença e informaram que o monitoramento epidemiológico de rotina não indica crescimento de casos nem de óbitos. Em Campo Grande, foram contabilizados 397 casos de Covid-19 neste início de ano, número significativamente menor que as 1.227 notificações registradas no mesmo período de 2025.
As secretarias explicam que a Covid-19 apresenta comportamento sazonal, com picos associados a períodos de maior circulação de pessoas, mas destacam que os índices de 2026 permanecem bem abaixo dos observados no ano anterior. No Estado, foram registradas apenas três internações pela doença nas primeiras semanas do ano, contra 14 hospitalizações nas últimas semanas de 2025.
A SES também informou que uma interrupção temporária no fluxo de dados do Ministério da Saúde impede comparações mais detalhadas entre períodos. Hospitais públicos negaram aumento de atendimentos, e autoridades alertam para a disseminação de fake news, reforçando que informações oficiais devem ser buscadas em canais institucionais.

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