Dia Nacional da Visibilidade Trans

Data relembra campanha lançada em 2004 e reforça a necessidade de combater a violência e a discriminação

29 JAN 2026 Por Nilda Telles 09h35

Data relembra campanha lançada em 2004 e reforça a necessidade de combater a violência e a discriminaçãoHá exatos 20 anos, em 29 de janeiro de 2004, Brasília (DF) foi palco de um ato nacional que marcou o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, promovida pelo Ministério da Saúde. Desde então, a data passou a simbolizar o Dia Nacional da Visibilidade Trans, dedicado a dar voz, reconhecimento e respeito à população trans brasileira.

Ao longo dessas duas décadas, importantes avanços foram conquistados. Entre eles estão o direito ao uso do nome social em documentos e concursos públicos, a retificação de nome e gênero nos registros civis, além do acesso à cirurgia de redesignação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No cenário internacional, um marco histórico ocorreu em 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de classificar a transsexualidade como transtorno mental.

No campo da representatividade política, o país também registrou avanços significativos. Em 2018, Erica Malunguinho tornou-se a primeira deputada trans eleita no Brasil. Dois anos depois, Erika Hilton foi a mulher mais votada do país para o cargo de vereadora, consolidando a presença trans nos espaços de poder e decisão.

 Violência ainda é realidade alarmante

Apesar das conquistas, os desafios permanecem enormes. O combate à violência segue como uma das principais lutas da população trans. O Brasil ocupa, pelo 15º ano consecutivo, o triste ranking de país que mais mata pessoas trans no mundo, segundo a Transgender Europe (TGEU).

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) apontam que a maioria das vítimas em 2023 foi composta por travestis e mulheres trans, principalmente jovens entre 15 e 29 anos, que vivem sua identidade de forma visível e pública.

A data, portanto, não é apenas de celebração, mas também de reflexão, denúncia e fortalecimento da luta por dignidade, respeito e direito à vida.

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