A fiscalização contra a captura e o tráfico de aves silvestres será reforçada em 11 municípios de Mato Grosso do Sul a partir deste domingo (30). A Operação Bocaiúva seguirá até 30 de outubro, período escolhido por coincidir com a fase de reprodução das aves.
A ação terá atenção especial em Naviraí, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Jateí, Glória de Dourados, Itaquiraí, Batayporã, Taquarussu, Mundo Novo, Bataguassu e Cassilândia. As localidades foram definidas como áreas prioritárias para o trabalho de fiscalização ambiental.
Equipes do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental farão patrulhamento em barreiras fixas e móveis durante a operação. Os policiais também fiscalizarão estradas e poderão realizar buscas em veículos para identificar indícios de transporte ilegal de animais.
As equipes atuarão ainda em regiões onde há registros de captura e transporte clandestino de aves. Áreas de nidificação, propriedades rurais e vias de acesso utilizadas pelos envolvidos estarão entre os pontos fiscalizados.
A escolha do período da operação está relacionada ao ciclo reprodutivo das aves silvestres. Durante essa fase, a captura de animais pode atingir também exemplares utilizados na reprodução e comprometer a manutenção das populações na natureza.
A fiscalização poderá resultar em medidas administrativas e procedimentos policiais conforme as irregularidades encontradas. Os agentes deverão verificar a origem dos animais e as circunstâncias relacionadas à eventual captura, transporte ou comercialização.
A operação ocorre em um período de maior movimentação de aves em busca de locais para reprodução e formação de ninhos. Por isso, o trabalho também inclui ações direcionadas a áreas onde esses animais costumam se concentrar.
Além do combate ao tráfico, a fiscalização pretende identificar rotas utilizadas para retirar animais silvestres de seus ambientes naturais. O transporte até outras localidades é uma das etapas investigadas quando há suspeita de comércio ilegal.
A operação terá duração de dois meses e será concentrada principalmente nas regiões consideradas mais vulneráveis à captura de aves. O trabalho seguirá até 30 de outubro, quando termina o período previsto para a ação.
A fiscalização será realizada pelo 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental. As equipes deverão atuar tanto de forma preventiva quanto em abordagens motivadas por suspeitas identificadas durante o patrulhamento.

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