Greve da Caixa chega ao 17º dia e TRT determina mínimo de 60% dos empregados em serviço

Decisão liminar mantém percentual mínimo de trabalhadores nas agências enquanto dissídio coletivo será julgado na próxima semana

26 SET 2026 Por Redação Jota FM 11h00

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chega ao 17º dia neste sábado (26) com a obrigação de manter pelo menos 60% dos trabalhadores em atividade. A determinação foi tomada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em decisão liminar e vale enquanto o conflito entre o banco e a categoria não é encerrado.

A medida foi definida pelo ministro Mauricio Godinho Delgado após a Caixa levar a disputa para a Justiça. O banco havia solicitado que 80% dos empregados permanecessem trabalhando, sob o argumento de que a paralisação poderia afetar serviços essenciais.

O TST estabeleceu um percentual menor do que o solicitado pela instituição. Segundo a decisão, a manutenção de 60% do quadro permite atender necessidades inadiáveis da população sem impedir a continuidade do movimento grevista.

A determinação tem efeito imediato, mas ainda não representa uma decisão definitiva sobre a greve. O dissídio coletivo será analisado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST, em julgamento previsto para terça-feira (29), às 14h30.

Enquanto o processo tramita, também permanece válido o Acordo Coletivo de Trabalho firmado anteriormente. A medida estabelece as regras que devem ser observadas até que o tribunal defina o resultado do dissídio.

Em Campo Grande, os empregados decidiram continuar a paralisação após uma reunião realizada na quinta-feira (24). O encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, com participação de representantes da categoria e assessoria jurídica.

Entre os principais pontos de divergência está o custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados. A categoria rejeitou a proposta apresentada pelo banco e defende a continuidade das negociações sobre o modelo de financiamento.

A tentativa de conciliação realizada no TST na quarta-feira (23), a pedido do Ministério Público do Trabalho, terminou sem acordo. Depois disso, a Caixa formalizou o dissídio coletivo para que a Justiça do Trabalho analisasse a paralisação.

Com a liminar, o funcionamento das unidades e dos serviços da Caixa durante a greve passa a observar o percentual mínimo definido pelo tribunal. O julgamento da próxima semana poderá alterar as regras atualmente estabelecidas para a continuidade do movimento.

Leia Também