Uma empresa de transporte deixou de operar no Aeroporto Internacional de Campo Grande após a rescisão do contrato com a concessionária responsável pelo terminal. A medida ocorreu depois que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apurou denúncias sobre a atuação da prestadora. Entre os problemas identificados estavam abordagens diretas a passageiros e veículos que poderiam ser confundidos com táxis.
A investigação foi conduzida pela 25ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, especializada na defesa do consumidor. Embora estivesse cadastrada no município como Operadora de Tecnologia de Transporte (OTT) para trabalhar por aplicativo, a empresa utilizava veículos com aparência semelhante à de táxis. Segundo o MPMS, essa característica poderia confundir os usuários e comprometer a liberdade de escolha do serviço.
Durante uma vistoria no aeroporto, equipes do Ministério Público flagraram funcionários abordando passageiros logo após a saída do desembarque. Os agentes também encontraram veículos estacionados em locais proibidos e em desacordo com as regras de circulação do terminal. As irregularidades motivaram novas cobranças à concessionária para que a situação fosse resolvida.
A Promotoria havia aberto um procedimento para investigar possíveis violações às normas de proteção do consumidor. A apuração considerou o direito dos passageiros a informações claras sobre os serviços de transporte disponíveis. O caso também envolveu o cumprimento das regras de uso das áreas destinadas à circulação e ao estacionamento no aeroporto.
Após as cobranças do Ministério Público, a concessionária comunicou oficialmente a rescisão do contrato com a empresa. Uma nova vistoria confirmou que os veículos haviam sido retirados das vagas e das áreas de circulação anteriormente ocupadas. Com isso, a operação da prestadora foi encerrada no terminal.
O nome da empresa não foi divulgado na comunicação do MPMS. O órgão também não informou se houve aplicação de multa ou outra sanção além do encerramento do vínculo com a concessionária. A apuração teve como foco as práticas de atendimento aos passageiros e o uso das áreas do aeroporto.
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