Igreja de São Benedito é reinaugurada durante centenário de Tia Eva em Campo Grande

Templo histórico passou por restauração após interdição em 2024, a recuperação ocorreu durante processo judicial movido pelo MPMS

07 NOV 2026 Por Hyan Martins 06h00

A Igreja de São Benedito, na Comunidade Quilombola Tia Eva, será reinaugurada durante as comemorações dos 100 anos de Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, em Campo Grande. O templo passou por obras de restauração depois de apresentar problemas estruturais que levaram à interdição do imóvel em 2024. A recuperação representa a retomada das atividades em um espaço ligado à história, à religiosidade e à identidade da comunidade.

A construção é reconhecida como patrimônio histórico e cultural de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. O imóvel possui tombamento municipal e estadual desde a década de 1990, mas enfrentou um processo de deterioração ao longo dos últimos anos. As condições da estrutura motivaram medidas para evitar a perda de um dos principais símbolos da comunidade.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acompanhou a situação por meio de um inquérito civil instaurado para investigar as condições de conservação do prédio. Em 2024, o órgão também ingressou com uma ação civil pública para solicitar a restauração da igreja e medidas de proteção ao patrimônio. A atuação ocorreu por meio da 26ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural.

Durante a tramitação do processo, providências foram adotadas para viabilizar a recuperação da edificação. As intervenções permitiram concluir a restauração e preparar o espaço para a reinauguração durante o centenário da matriarca. A ação judicial, entretanto, ainda não foi encerrada.

O processo aguarda julgamento dos demais pedidos apresentados pelo Ministério Público. Entre as questões pendentes está a responsabilização pelos danos provocados ao patrimônio cultural protegido. A decisão final deverá tratar das solicitações que ainda estão sob análise da Justiça.

A reinauguração ocorre em um momento de celebração da trajetória de Tia Eva e da comunidade quilombola. A preservação da igreja também mantém viva a memória histórica de seus integrantes e a importância do espaço para as manifestações religiosas e culturais de Campo Grande.

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