Fátima do Sul intensifica ações contra mosquito após concentrar maioria dos casos de chikungunya

Município concentra 57 dos 67 casos confirmados em Mato Grosso do Sul e amplia uso de fumacê, inseticidas e mutirão domiciliar para conter avanço da doença

25 JAN 2026 Por Mateus Adriano 11h00

Fátima do Sul intensificou as ações de combate ao mosquito transmissor da chikungunya diante do aumento expressivo de casos no município. A cidade concentra 57 dos 67 casos confirmados da doença em Mato Grosso do Sul, o equivalente a cerca de 85% do total estadual. As medidas envolvem uso ampliado de inseticidas, visitas domiciliares e mobilização de equipes de saúde.

Desde dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a aplicação do fumacê e o uso de equipamentos costais dentro das residências. As ações são direcionadas principalmente aos bairros com maior número de notificações. Segundo o município, o trabalho ocorre de forma contínua conforme surgem novos registros.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Regiane Freire, o volume de inseticidas utilizados aumentou nas últimas semanas.

“Somente nos últimos 15 dias nós aplicamos mais de 70 litros de inseticida com o fumacê e mais de 15 litros com as máquinas costais, onde estava a maior gravidade dentro do município”, afirmou. Ela explicou que o foco tem sido reduzir a circulação do mosquito adulto.

A secretária destacou, no entanto, que o uso de inseticidas não é suficiente para conter a transmissão. Segundo ela, a eliminação de criadouros é decisiva para interromper o ciclo do vetor.

Nesta semana, o município iniciou um mutirão com agentes comunitários de saúde e agentes de endemias. As equipes atuam na eliminação de focos dentro das residências, recolhimento de lixo e retirada de recipientes com água parada. A ação prioriza áreas com maior concentração de casos.

Regiane Freire reforçou que a participação da população é indispensável. “Não adianta aplicar veneno se a população não fizer a parte dela, eliminando os focos”, afirmou. A secretaria também intensificou as orientações educativas aos moradores.

A população é orientada a procurar atendimento de saúde ao apresentar sintomas compatíveis com chikungunya. “Febre e dor no corpo são sinais de alerta, e a pessoa deve procurar a unidade de saúde ou o hospital”, disse a secretária. Ela alertou ainda para evitar a automedicação e realizar a coleta de exames quando indicada.

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