Justiça determina interdição de creche irregular em Ivinhema

Decisão atende pedido do Ministério Público, que também pediu apreensão de veículo usado para transporte irregular de crianças

28 MAI 2025 Por Redação Jota FM 13h39

A 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema ingressou com uma ação civil pública que resultou na interdição de uma creche clandestina que funcionava em uma residência no município. A decisão da 1ª Vara de Ivinhema também proibiu os responsáveis de continuar oferecendo o serviço e de realizar o transporte irregular de crianças.

De acordo com a investigação conduzida pelo Ministério Público, o caso chegou ao conhecimento da Promotoria após denúncia do Conselho Tutelar, que constatou que o casal cuidava de várias crianças de forma comercial, sem qualquer tipo de autorização legal. A situação foi confirmada pela Vigilância Sanitária, que apontou a ausência de estrutura adequada e de documentação obrigatória para esse tipo de atividade.

O promotor Allan Thiago Barbosa Arakaki afirmou que a atuação do Ministério Público foi necessária diante do risco oferecido às crianças. “Os pais têm o dever de procurar informações e saber o local em que deixam os filhos, identificando se é regular ou não, se possui profissionais habilitados e estrutura para tanto. Explorar atividades relacionadas às crianças sem a documentação pertinente é irregular e, chegando ao conhecimento do Ministério Público, serão tomadas medidas firmes em relação a todos os responsáveis por sujeitar o menor a esse potencial risco”, disse.

A liminar também determinou a busca e apreensão do veículo usado para o transporte das crianças, atividade que era feita sem qualquer autorização.

O Ministério Público ainda oficiou a Vigilância Sanitária e o Setor de Tributação da Prefeitura, para que reforcem a fiscalização e verifiquem as condições estruturais caso haja pedido de emissão de alvará no futuro. O Conselho Tutelar vai aplicar notificações de advertência aos pais que utilizavam o serviço, em razão da responsabilidade deles no cuidado e proteção dos filhos.

O prefeito Juliano Ferro (PSDB) se manifestou sobre o fato através das redes sociais. Ferro destacou que a denúncia não foi feita pela prefeitura e orientou os proprietários a buscarem os meios legais para regularizar a creche. “Se você vai abrir qualquer comércio precisa ter a documentação, precisa seguir a lei. Tem que ter alvará para a a atividade que você vai atuar”.

O prefeito ainda negou a falta de vagas em creches do município. “A prefeitura nunca negou vaga em creche. Todos o pais que pediram vagas, o Ministério Público nos repassou e nós conseguimos atender”.

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