Segundo o Boletim Econômico da Aprosoja/MS, houve retração de 53% em comparação com o mesmo período do ano passado. Todas as modalidades — custeio, investimento, comercialização e industrialização — apresentaram redução, sendo esta última a mais afetada, com queda de 82%.
Até agora, o setor utilizou R$ 427,7 milhões, concentrados principalmente no custeio. A maior parte desse valor foi contratada em bancos públicos.
De acordo com a Aprosoja/MS, a retração reflete um conjunto de fatores: juros elevados, lentidão na liberação de recursos, aumento da inadimplência e insegurança causada pelo clima. Diante desse cenário, muitos produtores estão preferindo pagar dívidas antigas e evitar novos financiamentos.
O Plano Safra 2025/2026, lançado em julho, disponibiliza mais de R$ 516 bilhões para o setor, porém com as maiores taxas de juros dos últimos anos, o que também influencia na baixa procura pelos financiamentos.

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