Falar sobre saúde mental é também falar sobre cuidado, acolhimento, escuta e respeito.
Durante o mês de setembro, a campanha Setembro Amarelo amplia a conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio e convida a sociedade a olhar com mais atenção para o bem-estar emocional.
Mais do que uma campanha de um mês, a iniciativa reforça a necessidade de manter o diálogo aberto durante todo o ano. Muitas pessoas enfrentam momentos de sofrimento emocional em silêncio e, por diferentes motivos, podem ter dificuldade para pedir ajuda ou até mesmo para explicar o que estão sentindo.
Em entrevista ao Jornal Ronda da Cidade, a psicóloga Marciele destacou que falar sobre saúde mental é uma forma de romper barreiras e ajudar a diminuir o preconceito que ainda existe em torno do sofrimento emocional.
Olhar atento aos sinais
Nem sempre uma pessoa que está passando por dificuldades consegue dizer claramente que precisa de ajuda. Por isso, familiares, amigos e pessoas próximas podem exercer um papel importante ao perceber mudanças de comportamento.
Isolamento, tristeza persistente, alterações significativas na rotina, perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer e mudanças emocionais podem ser sinais de que algo não está bem.
Mais do que oferecer respostas prontas ou tentar minimizar aquilo que a pessoa está sentindo, é importante demonstrar disponibilidade para ouvir.
A importância de saber acolher
Para quem convive com alguém que está passando por um momento difícil, uma das principais atitudes é estar presente.
Ouvir com atenção, demonstrar preocupação e incentivar a busca por ajuda profissional podem fazer diferença. Frases que minimizam o sofrimento ou que passam a ideia de que a pessoa deveria simplesmente “ser forte” podem dificultar ainda mais o diálogo.
O acolhimento começa muitas vezes com uma pergunta simples: “Como você está?” — mas, principalmente, com disposição verdadeira para ouvir a resposta.
Saúde mental também envolve autocuidado
O cuidado com a mente deve fazer parte da rotina, assim como os cuidados com a saúde física.
Ter momentos de descanso, manter uma rotina equilibrada, cultivar relações saudáveis, praticar atividades que proporcionem bem-estar e respeitar os próprios limites são algumas atitudes que podem contribuir para uma melhor qualidade de vida.
No entanto, o autocuidado não significa que uma pessoa precise enfrentar sozinha situações de sofrimento intenso. Existem momentos em que a busca por acompanhamento profissional é fundamental.
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza
Ainda existe a ideia equivocada de que procurar um psicólogo ou outro profissional de saúde representa fraqueza. Na realidade, reconhecer que algo não está bem e buscar apoio é uma atitude de cuidado consigo mesmo.
Tristeza, ansiedade, depressão e momentos difíceis podem se apresentar de formas diferentes e não devem ser tratados simplesmente como falta de força de vontade.
A avaliação de um profissional é importante para compreender cada situação individualmente e indicar o acompanhamento adequado.
Setembro Amarelo: uma conversa que precisa continuar
A campanha reforça que cuidar da saúde mental é uma responsabilidade que envolve toda a sociedade. É preciso falar, ouvir, acolher e criar ambientes onde as pessoas se sintam seguras para procurar ajuda.
A psicóloga Marciele também deixou uma reflexão importante para quem pode estar enfrentando um período difícil em silêncio: ninguém precisa passar por um momento de sofrimento sozinho.
Se você perceber que alguém próximo não está bem, procure se aproximar, ouvir sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional. E, se você estiver enfrentando uma situação difícil, procure alguém de confiança e busque atendimento especializado.
O Setembro Amarelo é um convite para que a gente esteja mais atento ao outro, mas também para que aprenda a cuidar de si.
Cuidar da saúde mental é cuidar da vida. E essa conversa precisa acontecer durante todo o ano.
Se você ou alguém próximo estiver em situação de crise ou risco imediato, procure um serviço de emergência ou atendimento de saúde. No Brasil, o CVV também oferece apoio emocional pelo telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia.



A orientação é evitar julgamentos e procurar estabelecer uma conversa acolhedora.
POLÍTICACapitão Contar: Concentração reúne autoridades e comunidade em Ivinhema
POLÍTICARiedel cumpre agenda em Ivinhema e reforça compromisso com o município
POLÍTICAEntrevista do dia
ELEIÇÕES 2026Eleitores já podem consultar seção eleitoral atualizada pelo e-Título