Tema: 20 anos da Lei Maria da Penha e a proteção às mulheres

Advogada e ex-escrivã da Polícia Civil, Edina Regina falou sobre violência doméstica, medidas de proteção e os sinais de alerta que podem anteceder casos de feminicídio.

24 AGO 2026Por Deni Silva09h53
Botão de Compartilhar Facebook

A violência contra a mulher foi o tema da Entrevista do Dia do Jornal Ronda da Cidade na Jota fm 98.1 Piravevê Ivinhema, nesta segunda-feira (24).

A conversa contou com a participação da advogada Edina Regina, que também atuou por mais de 20 anos como escrivã da Polícia Civil.

O assunto ganha ainda mais relevância em 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. A Lei nº 11.340 foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e se tornou um dos principais instrumentos legais brasileiros de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Durante a entrevista, Edina falou sobre as transformações ocorridas ao longo dessas duas décadas, os mecanismos de proteção disponíveis atualmente e a importância de a mulher conhecer seus direitos e buscar ajuda diante de uma situação de violência.

Violência não é somente agressão física:

Um dos pontos destacados durante a conversa foi a necessidade de reconhecer que a violência doméstica pode se manifestar de diferentes formas.

Além da agressão física, existem situações de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral, que muitas vezes começam de maneira silenciosa e podem se agravar ao longo do tempo.

Controle excessivo, ameaças, humilhações, isolamento, perseguição, destruição de objetos, controle financeiro e outras atitudes podem ser sinais de uma relação abusiva e precisam ser levados a sério.

A entrevista também abordou a preocupação com os casos de feminicídio e a importância de reconhecer os sinais de escalada da violência antes que a situação chegue a um desfecho ainda mais grave.

Medidas de proteção:

A conversa também tratou dos caminhos que podem ser buscados por mulheres que estejam sofrendo ameaças ou violência dentro de casa.

A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção e atendimento, além da atuação integrada de diferentes órgãos da rede de proteção.

A orientação é que a mulher não enfrente uma situação de violência sozinha. Familiares, amigos e pessoas próximas também podem ter um papel importante ao perceber sinais de violência e ajudar na busca por atendimento.

Informação também é proteção

Com sua experiência profissional tanto na Polícia Civil quanto na área jurídica, Edina destacou a importância de ampliar o acesso à informação para que as mulheres conheçam seus direitos e saibam onde procurar ajuda.

A principal mensagem deixada durante a entrevista é que a violência contra a mulher não deve ser tratada como um problema privado ou familiar. É uma questão de segurança, direitos humanos, justiça e proteção.

Onde buscar ajuda

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço presta orientações sobre direitos, informa os serviços disponíveis na rede de atendimento e também recebe e encaminha denúncias.

Ligue 180: telefone gratuito, 24 horas.

WhatsApp: (61) 9610-0180.

E-mail: [email protected].

Em uma situação de emergência ou risco imediato, a orientação oficial é acionar a Polícia Militar pelo 190.

Também é possível buscar atendimento junto às delegacias, serviços especializados de atendimento à mulher, Defensoria Pública, Ministério Público e demais integrantes da rede de proteção.

Um recado para toda a sociedade

A Entrevista do Dia reforçou que combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade.

Não se cale diante da violência. Não ignore sinais de agressão. Procure ajuda e ajude quem precisa.

Porque informação, acolhimento e uma rede de proteção preparada podem fazer a diferença para interromper um ciclo de violência e preservar vidas.

Deixe seu Comentário

Leia Também