Arraiá da Alems marca calendário e sinaliza movimentação política no Estado

Comentarista Paulo Barbosa destacou ainda que segundo semestre será marcado por anúncios de pré-candidaturas e comentou o impacto do IOF no cenário nacional

30 JUN 2025 Por Mateus Adriano 17h49

Durante sua participação no jornal Ronda do MS desta segunda-feira (30), o comentarista político Paulo Barbosa analisou três temas de destaque: o sucesso do Arraiá da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o avanço das pré-candidaturas para 2024 e os desdobramentos do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no cenário político nacional.

Barbosa destacou que o Arraiá da Alems, realizado no fim de semana, já se consolidou como parte do calendário oficial da Casa. Segundo ele, o evento teve participação ativa da sociedade e também funcionou como espaço estratégico para movimentações políticas, especialmente do presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro (PP), pré-candidato ao Senado.

“Vi que essa festa entrou definitivamente no calendário da Assembleia Legislativa. O Gerson Claro, que não é bobo, aproveitou o momento. Ele vem com a sua pré-candidatura ao Senado cada vez mais fortalecida”, comentou.

Sobre o segundo semestre, Barbosa afirmou que este será o período em que os nomes que pretendem disputar as eleições municipais de 2024 começam a se consolidar.

“Daqui para frente você vai encontrar amigos seus dizendo que são pré-candidatos. Essa é a hora de se posicionar”, afirmou.

Ele lembrou ainda que a taxa de sucesso entre candidatos é baixa. “No Brasil, apenas entre 10% e 11% conseguem se eleger. Ou seja, cerca de 90% não conseguem. E nas câmaras e assembleias, a renovação gira em torno de 50%”.

No plano nacional, o comentarista analisou os efeitos da tributação sobre operações financeiras e o peso do chamado Centrão nas decisões do Congresso. Ele afirmou que a perda de controle do Executivo sobre a execução orçamentária teve origem no governo Bolsonaro, com a transferência de parte dessa responsabilidade ao Legislativo.

“O governo acabou ficando refém. O próprio Bolsonaro ficou refém do Centrão e o Lula muito mais agora”, analisou. Para ele, o fortalecimento do Congresso dificultou mudanças significativas na estrutura orçamentária.

“Desfazer isso é basicamente humanamente impossível hoje”, finalizou.

Confira os comentários de Paulo Barbosa na íntegra:

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