O candidato a deputado federal Gerson Almada Gonzaga, conhecido como Sub Doutor Almada (Avante), afirmou que pretende defender mudanças na legislação penal caso seja eleito em outubro. Entre as propostas apresentadas durante entrevista ao Jornal Ronda do MS está a criação de prisão perpétua para integrantes de organizações criminosas que atentarem contra agentes públicos em razão da função.
Almada também defendeu mais investimentos federais em segurança pública, principalmente na valorização dos policiais e na estrutura das forças que atuam nas fronteiras. Candidato pelo Avante, ele afirmou que sua entrada na disputa eleitoral foi motivada pela intenção de participar diretamente das decisões políticas em vez de apenas criticar os problemas.
“Só ficar no sofá reclamando” não é suficiente, segundo Almada, que citou sua experiência como policial militar aposentado, agente penitenciário e advogado. “Nós cidadãos temos que fazer a nossa parte também”, afirmou ao explicar a decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal.
Na área de segurança, o candidato defendeu mudanças na legislação para ampliar a proteção jurídica dos agentes. “Não adianta nada comprar viatura, comprar equipamento, enquanto o material humano, que é o policial, está lá, às vezes, sendo mal remunerado”, declarou.
Almada também mencionou as condições de trabalho e os impactos psicológicos enfrentados por profissionais da segurança. Segundo ele, policiais e guardas civis precisam de maior apoio do poder público e de medidas voltadas à saúde e à valorização das categorias.
Para o combate às organizações criminosas, o candidato propôs levar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para discutir a prisão perpétua em casos específicos. “Nós vamos apresentar uma proposta de emenda à Constituição” para tratar de crimes cometidos contra policiais, jornalistas, juízes, promotores e outros agentes em razão da atuação contra organizações criminosas, afirmou.
A proposta, segundo Almada, não incluiria a pena de morte. “Eu não sou favorável, eu sou favorável à prisão perpétua”, disse ao ser questionado sobre a possibilidade de ampliar a punição também para a pena capital.
O candidato também defendeu mudanças na legislação relacionada ao tráfico de drogas. “Nós temos que criar legislações fortes pra dizer ao criminoso: não faça porque se você fizer, você vai ficar muito tempo na cadeia”, afirmou.
Sobre a fronteira de Mato Grosso do Sul, Almada defendeu a ampliação dos investimentos em pessoal e estrutura para combater o tráfico de drogas e o descaminho. Ele citou a atuação conjunta de forças federais e estaduais e afirmou que pretende propor penas maiores para crimes relacionados ao tráfico.
Outro tema abordado foi o feminicídio e a violência doméstica. Almada defendeu que medidas de prevenção sejam trabalhadas nas escolas e afirmou que pretende apresentar um projeto para estimular ações de conscientização entre estudantes.
“A questão do feminicídio tem que ser trabalhada acima de tudo nas escolas”, declarou. Para ele, a educação pode contribuir para combater comportamentos e conceitos que favorecem a violência contra as mulheres.
Almada também destacou a importância da Lei Maria da Penha no combate à violência doméstica. Segundo ele, a legislação ampliou a resposta do Estado a esses crimes e não deve ser compreendida apenas como uma norma relacionada à violência praticada por homens contra mulheres.

Sub Dr. Almada concedeu entrevista ao jornal Ronda do MS nesta quarta-feira (19)Foto: Mateus Adriano/Jota FM
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