Convenção reúne aliados da direita e oficializa alianças para disputa eleitoral em MS

Evento reuniu cerca de 10 mil pessoas, confirmou apoio entre partidos e lançou candidaturas para os cargos de governador, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa

03 AGO 2026Por Mateus Adriano13h23
Botão de Compartilhar Facebook

Cerca de 10 mil pessoas participaram da convenção realizada no comitê do PL, em Campo Grande, que oficializou a união de partidos em torno da campanha à reeleição do governador Eduardo Riedel. O evento reuniu lideranças e pré-candidatos de siglas como PP, União Brasil, MDB, PSDB, Republicanos e outras legendas. A aliança também confirmou apoio às candidaturas de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar ao Senado.

Durante a convenção, Eduardo Riedel apresentou as principais diretrizes do plano de governo para um novo mandato. O governador afirmou que pretende manter o equilíbrio fiscal, ampliar investimentos públicos e fortalecer áreas como segurança, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Segundo ele, o combate às facções criminosas será uma das prioridades da gestão.

"Linhas gerais, equilíbrio fiscal, capacidade de investimento do estado para fazer política pública, infraestrutura para dar competitividade, atração do capital privado para gerar emprego e renda. Na segurança pública, um enfrentamento vigoroso contra as facções criminosas. Não podemos deixar elas avançarem aqui no estado de Mato Grosso do Sul", afirmou.

Riedel também destacou a continuidade da regionalização da saúde. Segundo ele, o Estado avança na implantação de novos hospitais regionais e pretende ampliar a oferta de atendimento especializado. O governador ainda citou ações voltadas à qualificação profissional e à redução da pobreza extrema.

A convenção também marcou a oficialização de candidaturas proporcionais. O ex-secretário da Semadesc, Jaime Verruck, confirmou a candidatura a deputado federal pelo Republicanos. Ele afirmou que a principal proposta da campanha será o incentivo ao crescimento econômico do país.

"O meu pilar é exatamente crescimento. Depois de 11 anos trabalhando para transformar o Estado, eu entendo que o Brasil precisa voltar a crescer. Qualquer projeto que olhe para o crescimento do país terá o meu apoio", declarou.

Verruck também defendeu a redução do volume de emendas parlamentares destinadas aos deputados e maior concentração dos recursos no Poder Executivo para execução de políticas públicas.

O empresário Carlos Bernardo também teve a candidatura à Câmara Federal oficializada pelo União Brasil. Ele disse que pretende defender projetos voltados à educação, infraestrutura e industrialização, com destaque para o potencial econômico da Rota Bioceânica.

"Temos projetos autênticos para atender as nossas demandas nas áreas de educação, infraestrutura e industrialização do Estado, aproveitando esse ensejo da Rota Bioceânica", afirmou.

Já o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, confirmou que buscará a reeleição como deputado estadual. Segundo ele, a campanha terá como foco o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

"A nossa expectativa é debater com a sociedade organizada nos bairros, assentamentos, sindicatos e em todos os lugares. Política só faz sentido se efetivamente influenciar e mudar a vida das pessoas", disse.

Além da formalização da aliança, a convenção foi marcada por movimentos políticos envolvendo a disputa ao Senado. O senador Nelsinho Trad anunciou a desistência da candidatura própria e passou a integrar a chapa de Reinaldo Azambuja como suplente. Azambuja afirmou que a decisão fortalece a unidade do grupo político.

"É por isso que nós nos unimos. Muitas vezes a gente abre mão de projeto pessoal, como o Nelson abriu, mas se soma a nós. Tenho certeza de que vai contribuir muito com o Brasil e com o Mato Grosso do Sul", declarou.

Outro tema tratado durante o evento foi o convite feito à senadora Tereza Cristina para integrar como vice a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. A parlamentar afirmou que aceitou o convite, mas explicou que a decisão dependia da autorização do Progressistas, que optou por manter neutralidade na eleição presidencial.

"Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro, disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação precisavam chancelar essa candidatura. O Progressistas entendeu que deveria manter a neutralidade. Eu quero deixar clara a minha posição, mas é claro que o partido é quem pode decidir sim ou não", afirmou.

Eduardo Riedel disse respeitar a decisão do partido, embora discorde da posição adotada. Segundo ele, a participação de Tereza Cristina na chapa presidencial seria importante e ele espera que o Progressistas reavalie a escolha pela neutralidade.

Deixe seu Comentário

Leia Também