Imagine receber seu salário, ir pagar as contas em uma lotérica e, na hora do pagamento, ser acusado de usar dinheiro falso – sem qualquer comprovação. Foi o que aconteceu com a dona de casa Rosana Bambil , moradora há 18 anos em Sidrolândia, em uma lotérica localizado na Rua Dorvalino. A situação, que ela classifica como "humilhante", virou caso de polícia e levantou dúvidas sobre o protocolo adequado para notas suspeitas.
"Como assim falsa? Prove!" Em entrevista à reportagem, Rosane contou que foi à lotérica na segunda-feira (dia 24) por volta das 9h para pagar dois boletos. Ao entregar uma nota de R$ 200, o atendente chamou a proprietária, que afirmou, sem usar caneta detectora ou outros métodos, que a cédula era falsa e seria retida.
"Eu disse: 'Prove!'. Ela não mostrou, não testou na minha frente, só disse que ia ficar com o dinheiro. Quando pedi de volta, falou que o caixa é que arcaria com o prejuízo, como já aconteceu antes. Mas como vou sair daqui com minha reputação manchada?", desabafou Rosana, que trabalha na área doméstica e teme consequências sociais.
A cliente ainda questionou a falta de transparência: "Não fizeram registro, não chamaram a polícia, não mostraram por que era falsa. E meu boleto vence hoje!".
O que diz a lei?
A advogada Dra. Marcela Rasslan explicou à reportagem o procedimento correto:
1. Registro imediato: A nota suspeita deve ser retida, mas com registro detalhado (data, hora, número de série) e, se possível, imagens.
2. Encaminhamento: O caso deve ser comunicado ao Banco Central para análise e possível reembolso.
3. Boletim de Ocorrência: A vítima pode registrar o fato na polícia para investigação.
"A retenção sem comprovação ou documentação é irregular. A cliente tem direito de acionar as autoridades", destacou a advogada.
Lotérica se cala
A reportagem tentou contato com a proprietária da lotérica, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O caso agora é investigado pela polícia, e a equipe acompanhará os desdobramentos.
FIQUE ATENTO:
- Ao receber troco ou pagamentos, verifique cédulas com canetas detectoras ou pelo tato (áreas em relevo).
- Se acusado de portar nota falsa, exija a comprovação com equipamentos e registro em ata.
- Caso se sinta lesado, registre um BO e busque orientação jurídica.
O que você faria no lugar da Rosane? Deixe seu comentário!
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