A advogada Dra. Tatiana Mossini, com uma trajetória sólida no direito previdenciário, de família, do consumidor e administrativo, carrega uma bagagem notável de atuação pública e social. Por mais de uma década, foi assessora da Defensoria Pública, trabalhando nas varas de família, violência doméstica, direitos difusos e coletivos, no Juizado da Infância e Execução Fiscal. Também ocupou posições como assessora jurídica e diretora financeira da Secretaria da Mulher de Campo Grande (2017-2018), assessora da mesa diretora da Câmara Municipal de Sidrolândia (2021-2022), diretora do PROCON de Sidrolândia (2023) e procuradora-geral do município em 2024.
Hoje, além de advogar, Dra. Tatiana Mossini coordena o projeto Apoia TEA-MS em Sidrolândia , uma rede de suporte às famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mas, acima de tudo, vive diariamente o desafio de ser mãe de Franccesco, seu filho de 13 anos, autista de nível 1 de suporte, também diagnosticado com TDAH.
Durante uma conversa no programa Ronda da Cidade, da Rádio Pindorama, Dra. Tatiana trouxe reflexões importantes sobre a explosão da desinformação em torno do autismo. Dados recentes, divulgados por estudo da Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério da Saúde, apontam um crescimento de 15.000% nas postagens sobre autismo contendo fake news e negacionismo, especialmente em aplicativos de mensagens como o Telegram, após o período da pandemia.
“Infelizmente, não me surpreende. Sou mãe de autista, convivo diariamente com essa realidade”, diz a advogada. Segundo ela, o negacionismo e os preconceitos ainda são barreiras enormes, principalmente quando se trata de crianças autistas com nível 1 de suporte, como seu filho. “As pessoas não entendem que o autismo nunca vem sozinho. Francisco, por exemplo, tem também TDAH. E nem toda hiperatividade é física; muitas vezes, é a mente que não para”, explica.
Dra. Tatiana destacou que o autismo não tem uma aparência específica. “Ouço muito: ‘Ah, mas seu filho não parece autista’. E eu sempre pergunto: o que é parecer autista? O preconceito e a falta de informação dificultam demais a inclusão”, relata. Ela enfatiza que a sociedade, antes de tudo, precisa deixar o julgamento de lado e acolher as famílias e as crianças. “Se a criança está em crise, não é birra. Não é caso de castigo ou repressão. É acolhimento que ela precisa.”
Para a advogada e mãe, o caminho para uma sociedade mais inclusiva começa pela conscientização e políticas públicas eficazes. “Precisamos de escolas preparadas, apoio terapêutico contínuo, políticas municipais que garantam o direito dessas crianças de serem incluídas e respeitadas.”
Ela lembrou que as famílias em situação de vulnerabilidade social têm direito ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) e pensão alimentícia diferenciada, considerando as demandas específicas do tratamento e desenvolvimento da criança autista. “Mais de 80% das mães de autistas criam os filhos sozinhas. É uma realidade dura”, pontua.
E para as famílias que precisam de orientação, Dra. Tatiana reforça: o Apoia TEA-MS está à disposição. “Nosso projeto é novo em Sidrolândia , temos apenas três meses de coordenação, mas estamos avançando. Atendemos as famílias para entender cada necessidade: se é problema na matrícula escolar, falta de médico ou de terapia. Estamos aqui para acolher.”
As famílias interessadas podem entrar em contato diretamente com a Dra. Tatiana Mossini pelo telefone (67) 99975-9964, que também atende pelo WhatsApp.
“Vamos construir, juntos, uma cidade mais inclusiva. Vamos garantir que nenhuma criança autista fique para trás”, finaliza a coordenadora do Apoia TEA-MS.

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