A manifestação realizada na manhã desta segunda-feira (28) na BR-060, em Sidrolândia, além de afetar o trânsito na região, impactou diretamente o funcionamento das escolas da cidade. Centenas de alunos ficaram sem aula devido à ausência de professores que residem em Campo Grande e não conseguiram atravessar o bloqueio.
De acordo com o secretário adjunto de Educação João Vitor Constante, o impacto foi significativo porque mais de 50% dos professores da rede pública de Sidrolândia moram na capital e dependem da rodovia para chegar às unidades escolares. “O impacto se dá não pelas escolas do campo em si, mas principalmente pelos profissionais contratados e efetivos que vêm de Campo Grande. Contando os contratados e efetivos, temos em média cerca de 100 professores que se deslocam diariamente para dar aula em Sidrolândia”, explicou João.
O bloqueio, organizado por movimentos sociais em defesa da reforma agrária, teve início por volta das 4h da manhã e impediu a passagem de veículos em ambos os sentidos da rodovia. Embora ambulâncias e veículos com medicamentos tenham sido liberados, o tráfego geral ficou comprometido, afetando diretamento o transporte dos educadores.
Ainda segundo o secretário Adjunto, algumas escolas precisaram reorganizar as atividades e outras dispensaram os estudantes mais cedo. A Secretaria de Educação avalia se será necessário repor as aulas prejudicadas em calendário futuro.
Os manifestantes afirmam que a mobilização é parte de uma luta histórica pela reforma agrária e reivindicam ações concretas do INCRA e do governo federal. Apesar do caráter pacífico da manifestação, o impacto nas atividades escolares gerou preocupação entre pais e responsáveis dos alunos da rede pública.

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