Sidrolândia registra mais duas mortes por doenças respiratórias, incluindo bebê de 1 mês

Município reforça alerta para vacinação e cuidados com recém-nascidos, que ainda não podem ser imunizados

22 MAI 2025 Por Redação Jota FM 17h31

Sidrolândia confirmou mais duas mortes causadas por doenças respiratórias nesta semana. As vítimas são um homem de 54 anos, diagnosticado com influenza, e um bebê de apenas um mês, que não resistiu a complicações provocadas pela bronquiolite.

O homem estava internado no Hospital Adventista, em Campo Grande, e faleceu na terça-feira (20). A criança morreu na quarta-feira (21), na Santa Casa da capital.

O município foi o primeiro em Mato Grosso do Sul a suspender as aulas nos Centros de Educação Infantil (CMEIs) por 10 dias, na tentativa de conter o avanço das síndromes respiratórias. Mesmo com as medidas, os casos continuam preocupando.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou o apelo para que a população mantenha a vacinação contra a influenza em dia. O alerta é ainda maior no caso de bebês com menos de seis meses, que não podem tomar a vacina e dependem da proteção indireta — ou seja, dos adultos vacinados, que ajudam a reduzir a circulação dos vírus.

“Os recém-nascidos não têm defesa contra doenças como a bronquiolite e a gripe. Por isso, é fundamental que todos os que estão ao redor estejam imunizados”, destacou a equipe da saúde municipal. O município também lembra que há outras medidas de proteção para bebês, como o anticorpo monoclonal (VSR), indicado para crianças com fatores de risco.

Atualmente, a cobertura vacinal contra a gripe em Sidrolândia está em 36%, bem abaixo da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde. A preocupação aumenta com a aproximação do inverno, que começa oficialmente no dia 30 de junho, e já tem previsão de uma frente fria para o fim deste mês.

Para ampliar a vacinação, além das unidades de saúde, a Secretaria de Saúde tem levado equipes até comércios e pontos estratégicos da cidade. A ESF Malvinas agora funciona em horário estendido, das 17h às 21h, como ponto fixo de vacinação, além de outros locais na cidade.

O alerta continua principalmente para os grupos mais vulneráveis: crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

Leia Também