Defesa recorre e pede absolvição de empresário condenado por corrupção em Sidrolândia

Defesa alega falta de provas e pede absolvição de empresário condenado a mais de 28 anos de prisão em esquema de corrupção

19 JAN 2026 Por Redação Sidrolândia 13h42

A defesa do empresário Ricardo José Rocamora Alves apresentou recurso contra a sentença que o condenou por envolvimento em um esquema de corrupção liderado pelo ex-vereador Claudinho Serra (PSDB). Representado pela Defensoria Pública, Rocamora pede a absolvição, sob o argumento de que não há provas suficientes que comprovem sua participação nos crimes investigados.

Rocamora foi condenado a 28 anos, três meses e 20 dias de prisão, além da obrigação de ressarcir R$ 323.253,02 aos cofres da Prefeitura de Sidrolândia, valor apontado como parte do prejuízo causado pelo esquema criminoso. No recurso, a defesa questiona as condenações por corrupção passiva e fraude em processo licitatório e também contesta a validade de registros de conversas anexados aos autos, solicitando que sejam considerados ilegítimos como prova.

Com a apresentação do recurso, o juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva encaminhou o processo para análise dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). As condenações impostas no caso somam, ao todo, 111 anos de prisão. A maior pena foi aplicada ao empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, condenado a 37 anos, 10 meses e 8 dias de reclusão.

Além de Rocamora e Ueverton, também foram condenados César Augusto dos Santos Bertoldo, servidor público, a 5 anos, 6 meses e 20 dias; Roberto da Conceição Valençuela, empresário, a 11 anos e 6 meses; Odinei Romero de Oliveira, a 4 anos, 9 meses e 18 dias; Everton Luiz de Souza Luscero, a 15 anos e 9 meses; e Flávio Trajano Aquino dos Santos, servidor público, a 8 anos e 4 meses de prisão.

Apesar do número de condenados, apenas três deles deverão ressarcir valores aos cofres públicos. Ueverton Macedo e Ricardo Rocamora foram condenados ao pagamento de R$ 323.253,02, enquanto o ex-servidor César Augusto Bertoldo deverá devolver R$ 26,7 mil. Na sentença, o magistrado descreveu Ueverton Macedo como responsável pelo controle de empresas de fachada contratadas pela prefeitura por meio de conluio e práticas ilícitas.

Paralelamente, a Operação Tromper chegou à quarta fase com a manutenção da prisão do ex-vereador Claudinho Serra, que segue detido em um presídio da região Noroeste do Estado. Também permanecem presos Carmo Name Júnior, ex-assessor do político, e Cleiton Nonato Correia, empreiteiro e proprietário da GC Obras.

Ao negar pedidos de habeas corpus, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do TJMS entenderam que medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, seriam insuficientes para impedir a continuidade das práticas criminosas. No voto unânime, o relator, desembargador José Ale Ahmad Netto, destacou a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e descartou a substituição por medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal.

 

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