O ex-vereador de Itaporã e pecuarista C.P., de 72 anos, e o segundo sargento da Polícia Militar L.G.O. foram presos suspeitos de envolvimento no atentado a tiros contra um motoentregador, em Sidrolândia. O crime ocorreu em outubro de 2025, após a vítima realizar a entrega de um açaí no Bairro Copacabana.
C.P. foi detido em um trecho da BR-060, enquanto L.G.O. é apontado pelas investigações como o executor da tentativa de homicídio. Os mandados de prisão temporária foram expedidos pela Vara Única da Comarca de Itaporã e cumpridos na sexta-feira (20) por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela apuração do caso. Ambos foram encaminhados à sede da especializada.
De acordo com o inquérito, o atentado foi praticado por ocupantes de um Fiat Palio Weekend branco. O atirador estaria no banco traseiro do veículo e efetuou diversos disparos sem descer do carro. O moto entregador foi atingido por cinco tiros e socorrido por moradores da região.
Em depoimento, a vítima relatou que vinha recebendo ameaças de L.G.O. em razão de um relacionamento conturbado com uma sobrinha do policial. Também mencionou desentendimentos com um familiar de C.P., apontado como agiota, mas negou conflito direto com o ex-vereador.
As investigações indicam que o carro utilizado no crime teria sido emprestado a pedido de C.P., e que o policial militar buscou o veículo na garagem antes do atentado. L.G.O. também é investigado por um homicídio registrado em fevereiro deste ano.
Para o delegado responsável pelo caso, há indícios consistentes de que os dois suspeitos tenham planejado a emboscada com a intenção de matar o entregador, o que fundamentou o pedido de prisão temporária.
Durante o cumprimento do mandado, C.P. foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola Beretta calibre .380 e 11 munições. Foi arbitrada fiança de R$ 5 mil, mas como o valor não foi pago, o juiz Aluizio Pereira dos Santos converteu o flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada neste domingo (22).Os dois suspeitos passaram por audiência de custódia, tiveram a legalidade das prisões confirmada e permanecem detidos. O caso segue sob investigação da DHPP.

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