Um homem de 55 anos procurou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em Maracaju, na noite de terça-feira (24), para registrar boletim de ocorrência após ser vítima de um golpe aplicado pelo WhatsApp. Segundo relato, ele recebeu mensagens de uma pessoa que se apresentou como gerente da instituição bancária onde mantém conta. O suposto gerente alegou a necessidade de uma atualização de segurança.
Durante a conversa, foi enviado um link para acesso, que acabou permitindo aos criminosos entrar na conta bancária da vítima. A partir disso, os autores passaram a ter acesso à movimentação financeira. O acesso indevido possibilitou a realização de transferências sem o consentimento do empresário.
Os criminosos efetuaram transferências eletrônicas (TEDs) a partir de quatro contas diferentes, todas vinculadas a empresas da região de Maracaju. O prejuízo total ultrapassa R$ 2,8 milhões. Apenas de uma das contas empresariais foram subtraídos cerca de R$ 2,39 milhões.
De outra conta, aproximadamente R$ 200 mil foram transferidos. Uma terceira empresa teve prejuízo de R$ 200 mil, enquanto uma quarta registrou perda de R$ 100 mil. Assim que percebeu as movimentações suspeitas, o homem entrou em contato com o gerente da agência bancária e solicitou o bloqueio imediato dos valores e das contas envolvidas.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Maracaju e será investigado. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado pelas autoridades. A polícia apura como os criminosos conseguiram obter os dados e efetuar as transferências.
Como se proteger de golpes semelhantes
A orientação das autoridades é nunca clicar em links enviados por mensagens, mesmo que aparentem ser de instituições bancárias. Bancos não solicitam atualização de dados ou senhas por WhatsApp ou redes sociais. Em caso de dúvida, o cliente deve procurar diretamente sua agência ou utilizar os canais oficiais de atendimento.
Também é fundamental ativar a verificação em duas etapas nos aplicativos, não compartilhar senhas ou códigos recebidos por SMS e desconfiar de contatos que pressionem por decisões rápidas. Ao identificar qualquer movimentação suspeita, a recomendação é comunicar imediatamente o banco e registrar ocorrência policial.

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