O mercado de trabalho formal em Sidrolândia apresentou desaceleração entre janeiro e julho de 2026, registrando um saldo bruto de 309 postos de trabalho decorrente de 4.269 admissões e 3.960 desligamentos, ou 208 vagas líquidas ao descontar 101 contratos de menor aprendiz. O desempenho representa uma retração em relação ao mesmo período de 2025, quando o município acumulou 4.772 contratações e saldo superior, refletindo uma queda de 503 admissões no intervalo anual.
O trimestre de maio a julho de 2026 aprofundou a tendência ao fechar com déficit de 69 vagas, cenário que deve se intensificar em agosto devido ao encerramento das atividades do Frigorífico Balbinos e à demissão em massa de cerca de 350 trabalhadores.
Apesar do desaquecimento, a remuneração média inicial no município alcançou R$ 2.117,52, com destaque para a agropecuária (R$ 2.335,41) e a indústria (R$ 2.227,00) na liderança dos salários de admissão.
Mato Grosso do Sul
A geração de empregos formais também desacelerou em Mato Grosso do Sul em julho, embora os novos trabalhadores tenham recebido salários maiores. Segundo dados do Caged, o Estado registrou saldo positivo de 730 vagas com carteira assinada, resultado 64,4% inferior ao de junho, quando foram criados 2.051 postos.
No mês, foram contabilizadas 34.983 contratações e 34.253 demissões. Na comparação com julho de 2025, quando o saldo chegou a 3.088 vagas, a redução foi de 76,4%. O resultado de julho foi o segundo menor saldo positivo de 2026, ficando à frente apenas de abril, que teve 468 novos postos.
A construção civil foi o principal destaque, com 1.188 empregos criados. O setor de serviços também terminou o mês no azul, com 391 vagas, enquanto a indústria fechou 556 postos, a agropecuária perdeu 213 e o comércio encerrou 80 empregos.
Apesar da redução na abertura de vagas, o salário médio de admissão subiu para R$ 2.310,65, alta real de 1,23% em relação a junho e de 4,57% na comparação anual. O valor, porém, permaneceu abaixo da média nacional, de R$ 2.419,23.
No acumulado de janeiro a julho, Mato Grosso do Sul ainda registra resultado positivo, com 19.258 empregos formais criados a partir de 260.856 admissões e 241.598 desligamentos. O estoque de trabalhadores com carteira assinada cresceu 2,90% no período.



A indústria fechou 556 postos, e a agropecuária perdeu 213Foto: Divulgação
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