Quadro de pré-candidaturas em MS tem cinco aspirantes ao Governo

Depois de Odilon, Puccinelli, Azambuja e Amaducci, agora Mandetta é quem se apresenta

12 MAR 2018Por Rádio Jota FM/Edson Moraes09h46
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Se os ensaios de pré-campanha se confirmarem nas convenções, Mato Grosso do Sul terá um quadro pulverizado de concorrentes ao governo estadual. Na semana passada o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) entrou na raia em que já estão o governador tucano Reinaldo Azambuja (PSDB), que vai tentar se reeleger; o ex-governador emedebista André Puccinelli (MDB); o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, do PDT; e o ex-prefeito de Mundo Novo, o petista Humberto .Amaducci.

Os partidos têm prazo para homologar suas candidaturas em convenção até cinco de agosto e registrá-las até 15 do mesmo mês. No dia seguinte, 16, se inicia a propaganda eleitoral nos meios de comunicação. Contudo, enquanto o calendário oficial não chega, a pré-campanha entra em curso. Sem proibição de fazer suas andanças e pedir votos, desde que atendam as restrições de lei, os pré-candidatos já colocaram o pé na estrada em Mato Grosso do Sul.

Ainda em meados de 2017, o petista Humberto Amaducci recebeu a indicação do partido para ser o candidato à sucessão estadual. No final do ano foi a vez do pedetista Odilon de Oliveira, que em novembro assinou sua primeira ficha de filiação partidária confirmando o desejo de candidatar-se ao governo. Quase ao mesmo tempo, motivado por seus correligionários, o ex-governador André Puccinelli encerrou o suspense e se declarou pré-candidato.

Então, Azambuja não teve outro jeito senão antecipar o anúncio que pretendia fazer no segundo trimestre. Durante três anos ele se manteve reticente sobre o projeto eleitoral, o que suscitou comentários generalizados sobre uma suposta possibilidade de não entrar na corrida eleitoral. No final de janeiro deste ano o comando regional do PSDB acelerou a organização dos encontros regionais para turbinar a arrancada de Azambuja, que agora já está falando na condição de pré-candidato.

Um outro personagem chegou a figurar neste cenário: o empresário Cláudio Sertão, do Podemos. No entanto, recuou da pretensão para prestar seu apoio à candidatura de Odilon de Oliveira, a quem indicou o nome do ex-vereador e ex-presidente da Acrissul (Associação dos Criadores), Chico Maia, para ocupar uma das vagas da chapa que vai brigar pelas duas cadeiras do Senado.

Nesse meio tempo, enquanto Oliveira ratificava a indicação de Maia e exultava com a adesão do Podemos, o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) recebia de seu partido, extraoficialmente, a amigável intimação para compor a lista de nove nomes que a direção da legenda definiu como pré-candidatos prioritários nas `disputas dos governos estaduais.

Mesmo ciente que o DEM havia lançado à sucessão de Michel Temer o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), o deputado sulmatogrossense desenhou uma rota alternativa. E fez chegar à imprensa a informação de que, em princípio, apoia o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), escolha que pode ser alterada no caso de Maia subir nas pesquisas.

No final da semana passada a maioria dos cinco pré-candidatos estava em plena atividade, aquecendo o ânimo para a disputa. No interior sulmatogrossense, os atos políticosforam muito concorridos. Em Aquidauana, Puccinelli levou seu apelo do "MS Maior e Melhor" sugerindo superioridade a Azambuja na gestão do Estado e salientou confiança na repatriação. Teve, mesmo de maneira indireta, o troco do tucano, que em Ivinhema destacou seu compromisso moral e político de concluir o trabalho de recuperação financeira e administrativa que tirou Mato grosso do Sul do caos.

Em Coxim, Amaducci teve a escolta prestigioosa do deputado fedral e ex-governador Zeca do PT, o principal fiador partidário de sua pré-candidatura. Um desafio impositivo para Amaducci nos dias que antecedem a abertura oficial da campanha é demonstrar à sociedade que sua pré-candidaura é pra valer, inclusive apresentando possíveis combinações de alianças e nomes de aspirantes a cargos eletivos. 

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