Falsos delegados aplicam golpes e vítimas perdem quase R$ 90 mil em Paranaíba

Criminosos se passaram por funcionários de banco e policiais para extorquir viúva e idoso em dois casos distintos

27 FEV 2026 Por Redação Jota FM 99.5 18h00

Dois casos de estelionato virtual registrados em menos de 24 horas na Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba resultaram em prejuízo aproximado de R$ 88 mil às vítimas. Os crimes chamam atenção pela sofisticação dos golpes e pelo uso de falsas identidades de autoridades e instituições bancárias.

No primeiro caso, uma viúva de 53 anos perdeu cerca de R$ 73 mil após receber ligação de uma mulher que se apresentou como funcionária do Banco do Brasil. A golpista alegou que a conta da vítima havia sido invadida e que uma investigação estava em andamento. Em seguida, um homem que se apresentou como delegado entrou em contato por videochamada, utilizando número com DDD do Rio Grande do Sul, reforçando a falsa apuração.
Convencida de que colaborava com uma investigação, a mulher foi orientada a realizar transferências, confirmar aumento de limite e validar transações. Compras e transferências bancárias foram efetuadas, resultando no prejuízo informado à polícia.
No segundo caso, um idoso de 61 anos foi extorquido em cerca de R$ 15 mil após receber fotos íntimas enviadas por uma desconhecida via WhatsApp. Pouco depois, ele passou a ser ameaçado por um homem que se apresentou como delegado da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, acusando-o falsamente de envolvimento com pornografia infantil. Sob pressão psicológica, o idoso realizou transferências via PIX antes de desconfiar do golpe e procurar ajuda jurídica.
A Polícia Civil alerta que bancos não solicitam transferências para “contas seguras” e que autoridades policiais não exigem pagamentos para evitar prisões. Em casos de suspeita, a orientação é encerrar o contato imediatamente e procurar a agência bancária ou a delegacia mais próxima.

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