O desaparecimento de Carmen de Oliveira Alves, estudante trans da Unesp de Ilha Solteira, passou a ser tratado oficialmente como feminicídio. A jovem, que sumiu no Dia dos Namorados, teria sido morta pelo namorado com a participação de um policial militar que, segundo as investigações, mantinha relacionamento com ele.
Na quinta-feira (10), a Polícia Civil cumpriu a prisão temporária dos dois homens. Segundo o delegado Miguel Rocha, interceptações telefônicas, imagens de câmeras de segurança e a localização do celular de Carmen indicam que ela não saiu da cidade. O aparelho permaneceu ativo próximo dos suspeitos até o sinal desaparecer.
Familiares e amigos realizaram manifestações cobrando respostas. A mais recente, em frente à universidade, reuniu dezenas de pessoas vestidas de preto em protesto. Apesar de o corpo ainda não ter sido localizado, a polícia afirma que os indícios já apontam com clareza para o crime de feminicídio e ocultação de cadáver.

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