Dengue continua avançando em Mato Grosso do Sul, com aumento preocupante de casos e mortes.

Secretaria Estadual de Saúde divulga boletim epidemiológico alarmante sobre a disseminação da doença no estado

04 AGO 2023 Por Bruna Teixeira 13h35

Mato Grosso do Sul enfrenta um surto preocupante de dengue, com números alarmantes de casos e mortes causadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na última terça-feira (1º), o estado registrou 526 novos casos de dengue em uma semana, além de confirmar duas mortes decorrentes da doença.

As duas mortes relatadas neste boletim ocorreram no mês de junho, mas só foram oficialmente confirmadas por meio de testes laboratoriais nesta semana. Ambas as vítimas não apresentavam comorbidades e eram mulheres residentes nos municípios de Novo Horizonte do Sul e Juti.

O quadro da dengue é alarmante em Mato Grosso do Sul, com 75 dos 79 municípios do estado em alerta. A Secretaria de Saúde emite o alerta quando o índice de casos supera a marca de 300 para cada 100 mil habitantes. Entre os municípios mais afetados, destacam-se Campo Grande, Brasilândia, Maracaju, Água Clara e Santa Rita do Pardo, que apresentam maior incidência da doença.

Os números atualizados até o momento revelam que já foram confirmados 37.160 casos e 36 mortes relacionadas à dengue em 2023, o que indica uma taxa de mortalidade estimada em 1,20% para cada 100 mil habitantes.

O perfil dos afetados pela doença também é uma preocupação destacada no boletim. Crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos representam a maior porcentagem de diagnósticos confirmados, totalizando 19,37%. Além disso, mulheres são mais afetadas, correspondendo a 52,5% dos casos registrados.

No cenário geográfico, Três Lagoas se destaca com o maior número de óbitos relacionados à dengue, contabilizando seis mortes confirmadas. As cidades de Dourados e Campo Grande registraram cinco mortes cada, enquanto Aquidauana e Aparecida do Taboado também figuram na lista de municípios com dois óbitos confirmados.

Diante desse panorama preocupante, é de extrema importância que a população de Mato Grosso do Sul redobre os esforços para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. Medidas de prevenção, como a eliminação de criadouros do mosquito, uso de repelentes e adoção de mosquiteiros, podem ajudar a reduzir o avanço da doença. Além disso, é fundamental que as autoridades de saúde reforcem ações de conscientização e combate aos focos de reprodução do mosquito em todas as regiões do estado. Somente com a participação ativa de todos será possível conter essa epidemia e proteger a saúde da população.

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