Golpe em site de acompanhantes levava vítimas a pagar Pix após ameaças de facção

Mulher presa em Dourados é investigada por receber e movimentar valores obtidos pelo esquema que usava falsas cobranças de criminosos

15 SET 2026Por Redação Jota FM14h19
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Uma mulher foi presa temporariamente nesta terça-feira (15), em Dourados, suspeita de participar de um esquema de extorsão que usava falsas ameaças de integrantes de facções criminosas para cobrar dinheiro de usuários de um site de acompanhantes. A investigação aponta que ela teria atuado na parte financeira do golpe, utilizando contas bancárias para receber e movimentar os valores pagos pelas vítimas.

O esquema começava quando homens interessados nos anúncios publicados na plataforma HotMS entravam em contato com as acompanhantes. Depois da interação, as vítimas recebiam mensagens de desconhecidos que se apresentavam como integrantes de organizações criminosas e afirmavam que elas teriam causado prejuízo a uma garota de programa ou a um suposto cafetão.

A partir dessas ameaças, os criminosos exigiam pagamentos imediatos por Pix. Segundo a investigação, o uso de nomes como PCC e Comando Vermelho era uma forma de aumentar o medo das vítimas e dar aparência de credibilidade às cobranças.

A mulher presa é investigada justamente pela participação nessa estrutura financeira. A Polícia Civil afirma ter identificado indícios de que contas de terceiros eram utilizadas para receber os valores das extorsões e depois transferi-los dentro do esquema.

Segundo as apurações, ela também teria participado do recrutamento de pessoas dispostas a fornecer contas bancárias para receber os pagamentos. Essa atuação teria permitido aos envolvidos ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento dos valores obtidos com as vítimas.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF), que cumpriu o mandado de prisão temporária durante uma operação realizada em Dourados. Um homem que já está preso também é investigado por possível envolvimento no esquema.

A Polícia Civil apura agora qual teria sido a participação desse suspeito nas ameaças e como as funções eram distribuídas entre os integrantes. Os investigadores também buscam identificar os demais envolvidos e reconstruir o caminho percorrido pelo dinheiro após os pagamentos.

Outro ponto apurado é a utilização recorrente da plataforma HotMS para iniciar o contato com as vítimas. A DERF procurou a administração do site em diferentes ocasiões para tentar esclarecer como os criminosos poderiam estar obtendo informações relacionadas aos usuários.

Até o momento, segundo a Polícia Civil, não houve a colaboração solicitada pela investigação. A orientação da corporação é que pessoas ameaçadas por supostos integrantes de facções não façam transferências e procurem imediatamente a polícia.

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