Número de empresas no Estado cresceu quase 50% em 10 anos

Entre 2013 e 2022, o total de empresas no setor de serviços aumentou de 15.054 para 22.496, representando um crescimento de 49,4%

30 AGO 2024 Por Redação Sidrolândia 13h40

Nos últimos dez anos, o número de empresas em Mato Grosso do Sul cresceu quase 50%, conforme a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) divulgada pelo IBGE essa semana.

Entre 2013 e 2022, o total de empresas no setor de serviços aumentou de 15.054 para 22.496, representando um crescimento de 49,4%. Desse percentual, 43,4% estão relacionados à receita gerada pelos setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios.

O maior número de novas empresas pertence aos serviços profissionais, administrativos e complementares, somando 7.690 negócios e representando 34,2% do total. Em seguida, estão os serviços prestados às famílias, com 5.417 empresas (24,1%), e os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios, com 3.349 empresas (14,9%).

A receita bruta do setor de serviços cresceu 135,4% na última década. Em 2013, o setor gerou R$ 14,1 bilhões, e em 2022, esse valor alcançou R$ 33,3 bilhões. O segmento de transportes, serviços auxiliares e correios foi o maior contribuinte, com R$ 14,4 bilhões, sendo o transporte rodoviário o mais destacado, gerando R$ 9,9 bilhões.

Outros segmentos, como serviços profissionais, administrativos e complementares, geraram R$ 6,1 bilhões, seguidos pelos serviços de informação e comunicação (R$ 5,2 bilhões) e pelos serviços prestados às famílias (R$ 3,9 bilhões).

No cenário nacional, Mato Grosso do Sul ocupa a 15ª posição em contribuição econômica, com São Paulo liderando com R$ 1,3 trilhões e o Amapá na última posição, com R$ 2,2 bilhões.

A pesquisa também revelou que os gastos com salários, retiradas e remunerações em MS aumentaram em mais de R$ 2,4 bilhões nos últimos dez anos, embora o salário médio tenha caído no período. Em 2013, esses gastos eram de R$ 1,8 bilhão, subindo para R$ 4,2 bilhões em 2022. Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram R$ 1,5 bilhão desses valores, seguidos pelo setor de transportes, serviços auxiliares e correios, com R$ 1,1 bilhão, sendo o transporte rodoviário o maior responsável, com R$ 834,6 milhões.

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