Modalidade de financiamnto com "FGTS Futuro" tem pouca adesão

Diante do desempenho aquém do esperado, a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, afirmou que o banco iniciou uma pesquisa interna para entender por que a modalidade não decolou

02 SET 2024 Por Redação Sidrolândia 13h30

Quatro meses após sua implementação, os financiamentos imobiliários baseados no "FGTS Futuro" ainda não conquistaram grande adesão. Essa modalidade, aprovada pelo Congresso em 2022 e regulamentada pela Caixa Econômica Federal, foi oficialmente lançada em abril de 2024.

O "FGTS Futuro" permite que trabalhadores utilizem recursos que ainda serão depositados no fundo para complementar o financiamento de imóveis no programa Minha Casa Minha Vida, disponível apenas para quem ganha até R$ 2,6 mil, dentro da faixa 1 do programa.

A expectativa inicial era beneficiar cerca de 60 mil famílias de baixa renda anualmente, segundo o Ministério das Cidades. Contudo, desde abril, a Caixa registrou apenas 376 contratos nessa modalidade, somando R$ 3,7 milhões em empréstimos, um montante muito pequeno em comparação aos 124,7 mil contratos na faixa 1 do MCMV este ano, que movimentaram R$ 20,9 bilhões.

Diante do desempenho aquém do esperado, a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, afirmou que o banco iniciou uma pesquisa interna para entender por que a modalidade não decolou. "O 'FGTS Futuro' está rodando muito pouco, e nós estamos buscando entender o porquê", disse em entrevista. Ela sugeriu que pode haver falta de compreensão sobre o funcionamento do mecanismo, tanto por parte dos beneficiários quanto dos vendedores.

Durante a contratação, a Caixa deve informar ao trabalhador sua capacidade de pagamento com e sem a utilização dos depósitos futuros do FGTS. Caso opte pelo uso do "FGTS Futuro", os valores serão bloqueados na conta vinculada até a quitação do saldo devedor. A adesão a essa modalidade deve ser feita no momento da contratação, sem possibilidade de adesão posterior.

Entretanto, essa modalidade também traz riscos, principalmente se o trabalhador perder o emprego, o que pode aumentar o valor das parcelas e comprometer o orçamento familiar.

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