Rotatividade de empregos formais no MS está acima da nacional

Entre as regiões do Brasil, o Centro-Oeste lidera em rotatividade, com 36,67%. No período, a região registrou 2,68 milhões de contratações e 1,53 milhão de desligamentos.

28 OUT 2024 Por Redação Sidrolândia 17h01

Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, 35% dos empregados em Mato Grosso do Sul pediram demissão ou foram substituídos, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Esse índice de rotatividade, conhecido como turnover, está acima da média nacional e mede a frequência de entrada e saída de funcionários nas empresas.

A taxa nacional de rotatividade chegou a 34,74%, conforme estudo da consultoria Tendências, também baseado nos dados do Caged. Isso significa que, para cada 100 trabalhadores no Brasil, cerca de 35 deixaram seus postos ou foram substituídos no último ano. O economista Lucas Assis, que conduziu o estudo, destaca que a maioria das trocas ocorre durante o primeiro ano de contrato.

Entre as regiões do Brasil, o Centro-Oeste lidera em turnover, com 36,67%. No período, a região registrou 2,68 milhões de contratações e 1,53 milhão de desligamentos. Em Mato Grosso do Sul, houve 445.586 admissões e 234.585 demissões.

Outro recorde foi o número de pedidos de demissão voluntária no país. Em agosto, 755,2 mil trabalhadores solicitaram desligamento, somando quase 8,2 milhões de demissões voluntárias nos últimos 12 meses. Esse aumento reflete a confiança dos profissionais em novas oportunidades, devido ao mercado aquecido.

Entre os municípios de Mato Grosso do Sul, Ribas do Rio Pardo registrou o saldo negativo mais expressivo, com a perda de 4.271 postos de trabalho no período. Campo Grande teve o saldo positivo mais alto em números absolutos, com 8.659 postos, enquanto Inocência destacou-se em crescimento percentual, com 2.041 admissões e 548 desligamentos.

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