Feira Central será point dos motociclistas que se aventurarem na Rota Bioceânica

MS Moto Week Bioceânica reunirá motociclistas de diferentes países entre 29 de outubro e 1º de novembro e pretende ampliar turismo, negócios e integração pela Rota Bioceânica

02 OUT 2026Por Mateus Adriano12h14
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A Feira Central de Campo Grande será palco da MS Moto Week Bioceânica entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro. O evento reunirá motociclistas de diferentes regiões do Brasil e de outros países, com quatro dias de programação voltada a música, cultura e motociclismo. A proposta dos organizadores é transformar o espaço em uma parada permanente para quem percorrer a Rota Bioceânica.

A iniciativa é realizada pela Feira Central em parceria com o Sistema Comércio e também busca aproximar os visitantes da cultura e da gastronomia de Mato Grosso do Sul. A programação terá shows musicais, espaços dedicados à cultura dos países envolvidos na Rota, área de camping e um monumento em homenagem aos motoclubes. A expectativa é movimentar o turismo e os negócios durante os quatro dias de evento.

Segundo Ronnie Marinho, diretor do Ministério dos Motociclistas Adventistas (AMM Brasil), a realização do encontro é resultado de um projeto planejado há cerca de dez anos. Ele afirma que Campo Grande está em uma posição estratégica por ficar no trajeto entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Para o representante, o avanço da Rota Bioceânica deve aumentar o fluxo de motociclistas pela região.

"Nós sempre viajamos para eventos em outros lugares e é muito bom também ser anfitrião e receber os motociclistas na nossa cidade", comemorou.

O AMM Brasil reúne mais de 3 mil motociclistas no país, segundo Keyla Schlember, integrante do motoclube. Ela afirma que participantes de estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo devem viajar para Campo Grande durante o evento. “A gente fica muito feliz em poder receber os amigos, é uma honra”, disse.

Keyla também destacou o crescimento da participação feminina nos motoclubes e nas viagens de motocicleta. Segundo ela, já existem grupos formados exclusivamente por mulheres, que realizam viagens sem a presença de homens. “É muito legal, porque a gente tem ali a mesma vibe, a mesma pegada”, afirmou.

A presidente da Feira Central, Alvira Appel, contou que a ideia surgiu depois que clubes de motociclistas procuraram o espaço em busca de uma área para encontros. Segundo ela, a iniciativa cresceu ao longo do tempo e passou a incorporar oficinas e outras atividades. A intenção agora é consolidar o evento como uma atração turística e familiar em Campo Grande.

“Nós queremos criar a cidade das fotos, a cidade do camping, a cidade do negócio, a cidade do entretenimento e o encontro da família.”, disse.

Alvira também projetou impacto econômico para a Capital durante a realização da Moto Week. Segundo ela, a expectativa é de crescimento de 30% no setor turístico durante o período do evento. A proposta é unir motociclismo, entretenimento, camping, comércio e convivência familiar.

O Sistema Comércio também participa da organização com ações voltadas à gastronomia e à qualificação dos estabelecimentos envolvidos. Roberta Francis, gerente da Faculdade Senac de Gastronomia, afirmou que a chegada de turistas é uma oportunidade para apresentar pratos e produtos típicos de Mato Grosso do Sul. A instituição prepara um combo de degustação com diferentes opções oferecidas na própria Feira Central.

Além da programação em Campo Grande, existe uma articulação para receber motociclistas na região de Piraputanga. A proposta prevê hospedagem e alimentação em estabelecimentos da Serra de Maracaju, ampliando a circulação dos visitantes pelo Estado. O acordo é intermediado pelo Sistema Comércio como parte da estratégia de integração turística da rota.

A Feira Central também realiza um estudo técnico para avaliar a comercialização permanente de produtos relacionados à Rota Bioceânica. Durante a MS Moto Week, estão previstas oficinas sobre o tema. A intenção é que, futuramente, produtos associados aos países e regiões conectados pela rota possam ser comercializados de forma permanente no espaço.

A expectativa também envolve a inauguração da ponte que fará a ligação internacional pela Rota Bioceânica. Keyla afirma que os motociclistas aguardam participar desse momento e percorrer o novo trajeto. “A gente quer estar lá nesse momento para inaugurar essa ponte, que vai ser um elo para Campo Grande, para Mato Grosso do Sul”, afirmou.

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