Iagro alerta produtores sobre risco de mortes de animais durante primeira frente fria

Agência orienta adoção antecipada de medidas preventivas para evitar hipotermia em bovinos criados a campo durante período de baixas temperaturas em Mato Grosso do Sul

09 MAI 2026Por Redação Jota FM06h15
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A chegada da primeira frente fria de 2026 levou a Iagro a emitir alerta aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul sobre o risco de mortes de animais por hipotermia. A orientação é para adoção antecipada de medidas preventivas, principalmente em propriedades com bovinos mantidos a campo.

A agência informou que períodos de frio intenso associados à chuva e ventos fortes aumentam os riscos para os rebanhos. Animais jovens, debilitados ou com baixo escore corporal estão entre os mais vulneráveis às quedas bruscas de temperatura.

Segundo a nota técnica emitida pela Iagro, fatores como raça, estado nutricional e ausência de abrigo adequado influenciam diretamente na resistência dos animais. O órgão destacou que episódios de mortalidade já foram registrados nos últimos anos em diferentes regiões do Estado.

Em 2023 e 2024, a agência recebeu notificações de mortes de bovinos associadas à hipotermia. Já em 2025, não houve registros oficiais desse tipo de ocorrência. A preocupação agora é com o início do período mais frio do ano.

Entre as medidas recomendadas está o recolhimento dos animais em áreas protegidas por capões de mata ou barreiras artificiais contra ventos frios. A orientação também inclui evitar permanência próxima a rios, açudes e outras áreas úmidas durante períodos de baixa temperatura.

A Iagro recomenda atenção especial aos animais mais sensíveis. O objetivo é facilitar o manejo e permitir acompanhamento mais próximo das condições do rebanho. O reforço alimentar também está entre as medidas consideradas importantes.

A agência orienta produtores a ampliarem a oferta de forragens, volumosos e suplementos concentrados. A suplementação ajuda a reduzir os impactos do estresse provocado pelo frio e pela diminuição das pastagens disponíveis nesta época do ano.

O órgão também pediu comunicação imediata em casos de mortalidade acima do considerado normal. Nessas situações, equipes do serviço veterinário oficial devem realizar inspeção na propriedade para avaliação sanitária e baixa dos animais mortos.

Quando a vistoria presencial não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular. A retirada rápida das carcaças também foi recomendada pela agência. Segundo a Iagro, a medida reduz riscos de doenças associadas à decomposição, como o botulismo.

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