A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) reforçou que os prazos para vacinação contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas permanecem inalterados em Mato Grosso do Sul. A imunização obrigatória deve ser realizada em fêmeas com idade entre três e oito meses, seguindo o calendário estabelecido pela legislação estadual, que prevê duas etapas anuais de vacinação.
A primeira etapa ocorre entre os dias 1º de janeiro e 30 de junho, enquanto a segunda será realizada de 1º de julho a 31 de dezembro. Além da vacinação, os produtores rurais devem registrar os atestados de imunização junto à Iagro até o último dia de cada etapa, garantindo a regularidade sanitária do rebanho e o cumprimento das exigências legais.
O alerta foi emitido após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgar uma campanha nacional para padronizar os procedimentos de vacinação contra a brucelose nos estados que não possuem regulamentação própria. Em Mato Grosso do Sul, no entanto, a campanha segue as regras previstas na Portaria Iagro nº 3.617, de 28 de maio de 2019, que estabelece critérios específicos para o controle da doença no território estadual.
Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, a normativa federal não altera as determinações vigentes em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, os pecuaristas devem permanecer atentos aos prazos e às obrigações já previstas na legislação estadual para evitar irregularidades e garantir a manutenção dos programas de defesa sanitária animal.
A brucelose é uma doença infectocontagiosa causada por bactérias do gênero Brucella e representa uma preocupação tanto para a saúde animal quanto para a saúde pública. Por se tratar de uma zoonose, a enfermidade pode ser transmitida aos seres humanos, principalmente por meio do consumo de leite cru, derivados não pasteurizados ou carne proveniente de animais infectados.
Nos rebanhos bovinos e bubalinos, a doença afeta principalmente o sistema reprodutivo, provocando abortos, nascimento prematuro, retenção de placenta, infertilidade e prejuízos econômicos significativos para a atividade pecuária. O controle da enfermidade por meio da vacinação é considerado uma das principais estratégias para reduzir sua incidência e preservar a competitividade da produção pecuária brasileira.
Mato Grosso do Sul possui um dos maiores rebanhos bovinos do país e mantém rígidos programas de vigilância sanitária para garantir a qualidade da produção agropecuária, fortalecer a defesa animal e ampliar o acesso dos produtos sul-mato-grossenses aos mercados nacionais e internacionais.

Vacinação contra brucelose segue obrigatória para bezerras em Mato Grosso do Sul.Divulgação
ALEMSEm dois anos, 198 mil pessoas deixam situação de fome no Estado
FraudeJustiça condena envolvidos em fraude milionária contra cofres públicos
TJMSTJMS define lista tríplice para vaga do quinto constitucional
Conservação ambientalPrograma estadual fortalece conservação ambiental e incentiva produtores no Pantanal