Mais de 2 milhões de eleitores de Mato Grosso do Sul estão aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026. A votação será realizada no próximo domingo (4), das 7h às 16h, em 1.023 locais distribuídos pelos 79 municípios do Estado. A Justiça Eleitoral preparou 7.106 urnas eletrônicas para o pleito.
O eleitorado estadual soma 2.024.884 pessoas, sendo 1.069.380 mulheres e 955.504 homens. O número representa aumento de 1,42% em relação a 2022, quando 1.996.510 eleitores estavam aptos a votar. No primeiro turno, cada eleitor deverá registrar seis votos.
A votação começa com a escolha para deputado federal e segue para deputado estadual. Depois, o eleitor votará para as duas vagas do Senado e, por fim, escolherá governador e presidente da República. Em Mato Grosso do Sul, serão eleitos oito deputados federais, 24 deputados estaduais, dois senadores e o governador.
A disputa proporcional reúne 122 candidatos para as oito cadeiras da Câmara dos Deputados. Para a Assembleia Legislativa, 251 candidatos concorrem a 24 vagas. Também estão registrados oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul e dez candidatos ao Senado.
Nas duas escolhas para senador, o eleitor deverá selecionar candidatos diferentes. A repetição do mesmo número nas duas opções provoca a anulação do segundo voto. A urna exibirá nome, fotografia, partido e cargo antes da confirmação de cada escolha.
Celular não pode entrar na cabine
O eleitor poderá levar uma colinha de papel com os números dos candidatos. O uso de celular, câmera fotográfica, filmadora, rádio ou equipamento que permita registrar ou transmitir a votação é proibido dentro da cabine. Esses aparelhos deverão ser desligados e deixados no local indicado pela mesa receptora.
Para votar, será necessário apresentar documento oficial de identificação aceito pela Justiça Eleitoral. O e-Título poderá ser usado como documento de identificação por eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo. Nos demais casos, será exigido documento oficial com foto.
Eleitores que estiverem fora do município de domicílio somente poderão votar em trânsito se tiverem solicitado a habilitação dentro do prazo. A data-limite para pedir, alterar ou cancelar a habilitação terminou em 20 de agosto. Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande e Dourados são os municípios que atendem ao requisito para essa modalidade.
Voto em trânsito
Quem estiver em outra cidade do mesmo Estado poderá votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Fora de Mato Grosso do Sul, o voto em trânsito permite apenas a escolha para presidente. O eleitor habilitado que não comparecer ao local indicado deverá justificar a ausência.
No dia da eleição, é permitida apenas a manifestação individual e silenciosa da preferência política. Boca de urna, comícios, carreatas, distribuição de propaganda e manifestações coletivas para influenciar outros eleitores são proibidos. A distribuição de santinhos e outros materiais de campanha também não é permitida.
Os dados eleitorais mostram mudança na composição etária do eleitorado estadual. Entre 2022 e 2026, o número de eleitores de 16 a 29 anos caiu de 482.076 para 441.419, enquanto o contingente com 60 anos ou mais passou de 397.658 para 460.085. A participação dos eleitores mais jovens recuou de 24,15% para 21,80% do eleitorado, enquanto a faixa acima de 60 anos avançou de 19,92% para 22,72%.
O eleitorado com 100 anos ou mais também aumentou no período. O grupo passou de 1.666 pessoas em 2022 para 2.017 em 2026, crescimento de 21,07%. Entre os adolescentes de 16 e 17 anos, houve redução de 23.861 para 22.717 eleitores.
Antes de sair de casa, a orientação é consultar o local de votação e separar o documento necessário. O eleitor também pode preparar uma colinha de papel com os números das candidaturas. Na cabine, deve acompanhar a sequência apresentada pela urna, conferir as informações na tela e confirmar cada voto.

Eleitora votando na eleição suplementar; Antonio Augusto/TSE;
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