MS amplia produção de tilápia e avança no mercado internacional

Estado ocupa sexta posição nacional e concentra exportações de pescado processado para os Estados Unidos

21 ABR 2026Por Redação Jota FM06h00
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Mato Grosso do Sul consolidou avanço na piscicultura e já ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de tilápia do Brasil. Os dados foram apresentados durante o Encontro Técnico de Piscicultura, realizado na Expogrande 2026, e apontam crescimento da produção aliado à expansão das exportações e da agroindústria. O setor é tratado como uma das frentes estratégicas do agronegócio estadual.

Selvíria lidera a produção de tilápia no Estado, com 9,71 mil toneladas registradas, seguida por Mundo Novo e Dourados. Além da tilápia, Mato Grosso do Sul também aparece como sexto maior produtor de pacu e patinga, com destaque para Ponta Porã, e ocupa a 11ª posição na produção de pintado e cachara, liderada por Rio Brilhante. Na aquicultura geral, o Estado está na 13ª colocação nacional.

Segundo a economista Bruna Mendes Dias, a piscicultura brasileira ultrapassou pela primeira vez a marca de um milhão de toneladas produzidas em 2025. Desse total, a tilápia representa 707.495 toneladas, o equivalente a quase 70% da produção nacional. “A tilápia hoje é uma commodity global, e o MS está pronto para essa demanda”, afirmou durante a apresentação.

O levantamento também mostra mudança no perfil das exportações sul-mato-grossenses nos últimos anos. Em 2017 e 2018, o Estado exportava apenas tilápias frescas ou refrigeradas. A partir de 2021, o foco passou a ser o pescado congelado e, mais recentemente, os filés processados ganharam espaço no mercado externo.

Em 2025, os Estados Unidos concentraram 99,96% das exportações de tilápia de Mato Grosso do Sul, enquanto o México respondeu por 0,01%. O volume comercializado somou mais de US$ 1,3 milhão, com predominância de filés congelados. A mudança indica maior agregação de valor e fortalecimento da indústria de processamento no Estado.

Para a economista, o crescimento do setor depende menos da produção primária e mais da capacidade industrial. “A oportunidade está na agroindústria, não apenas na produção primária. A margem de lucro do produtor dependerá cada vez mais da eficiência e da capacidade de agregar valor dentro da nossa própria cadeia produtiva”, disse.

O cenário acompanha uma transformação global no mercado de pescado, marcada pela substituição da pesca extrativa pela aquicultura controlada. Grandes importadores, como Estados Unidos, União Europeia e Japão, ampliam a demanda por proteína de peixe padronizada e processada. Com projeção de aumento no consumo mundial, Mato Grosso do Sul busca ampliar participação nesse mercado.

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