MS começa elaborar plano do SUS para enfrentar eventos climáticos extremos

Estado reúne áreas técnicas e instituições parceiras para definir ações de resposta a secas, enchentes, queimadas e ondas de calor

10 MAI 2026Por Redação Jota FM06h00
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Mato Grosso do Sul iniciou a elaboração de um plano para adaptar o Sistema Único de Saúde aos impactos das mudanças climáticas. A proposta prevê ações para enfrentar eventos extremos, como secas, enchentes, queimadas e ondas de calor no Estado.

A construção do plano ocorre em parceria com o Ministério da Saúde dentro da estratégia nacional Adapta-SUS. O objetivo é preparar a rede pública de saúde para responder aos efeitos climáticos que podem afetar serviços, estruturas e o aumento de doenças.

O trabalho começou durante encontro realizado nos dias 22 e 23 de abril, em Campo Grande. A reunião reuniu gestores estaduais, técnicos da saúde e representantes de diferentes órgãos ligados ao SUS e ao monitoramento climático.

Participaram equipes da atenção primária, vigilância em saúde, saúde ambiental, vigilância sanitária e gestão hospitalar. Instituições como Hemosul, Lacen, Conselho Estadual de Saúde e Cemtec também integraram as discussões.

Durante o encontro, representantes do Ministério da Saúde apresentaram orientações nacionais voltadas à adaptação climática no sistema público. As discussões focaram principalmente nos impactos dos eventos extremos sobre populações vulneráveis e na necessidade de respostas rápidas do SUS.

Os participantes avaliaram fragilidades e capacidades do território sul-mato-grossense diante das mudanças climáticas. A integração entre áreas técnicas e a organização regional da rede de saúde apareceram entre os principais desafios apontados.

Segundo as equipes envolvidas, o plano deve estabelecer diretrizes para monitoramento de riscos climáticos e continuidade dos atendimentos em situações críticas. A proposta também prevê medidas para reduzir impactos sobre trabalhadores da saúde e populações mais expostas.

O Estado pretende estruturar protocolos voltados à vigilância epidemiológica, prevenção de doenças e funcionamento das unidades de saúde durante crises ambientais. A elaboração ocorre de forma participativa entre setores técnicos e instituições parceiras.

A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde às mudanças do clima. Entre os cenários considerados estão períodos prolongados de estiagem, enchentes, aumento das temperaturas e intensificação das queimadas.

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