Obesidade infantil se mantém estável em MS, mas preocupação persiste

Dados da saúde estadual apontam estabilidade nos índices de obesidade entre crianças, enquanto especialistas alertam para hábitos alimentares inadequados e aumento do sedentarismo

06 JUN 2026Por Redação Jota FM06h30
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A obesidade infantil segue como um desafio para a saúde pública em Mato Grosso do Sul, apesar de os indicadores terem permanecido estáveis nos últimos anos. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) mostram que o percentual de crianças com obesidade pouco variou entre 2021 e 2025 nas faixas etárias acompanhadas pela atenção básica.

Entre crianças de até cinco anos, a taxa de obesidade ficou em 4,77% em 2025. O índice é semelhante ao observado ao longo dos últimos cinco anos, cuja média foi de 4,92%.

Na faixa de cinco a dez anos, o percentual caiu de 9,49% em 2021 para 9,04% em 2025. A obesidade grave também apresentou redução no período, passando de 5,76% para 5,37%.

Os dados foram divulgados em referência ao Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado na quarta-feira (3). A data busca chamar atenção para os impactos do excesso de peso durante a infância e para a necessidade de prevenção precoce.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o acompanhamento do crescimento infantil nas unidades básicas é uma das principais estratégias para identificar casos de sobrepeso e obesidade. Peso e altura são monitorados regularmente e registrados na Caderneta da Criança.

A avaliação permite detectar alterações no estado nutricional antes que o quadro se agrave. A partir disso, equipes de saúde podem orientar famílias e acompanhar a evolução de cada caso.

Especialistas apontam mudanças no estilo de vida como um dos fatores associados ao avanço da obesidade infantil. O aumento do tempo em frente às telas e a redução das atividades físicas fazem parte desse cenário.

Outro fator é o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos industrializados. Esses produtos possuem alta quantidade de calorias e baixo valor nutricional.

De acordo com o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, o ambiente atual favorece escolhas menos saudáveis. Ele destaca que o acesso facilitado a produtos industrializados e o comportamento sedentário contribuem para o ganho excessivo de peso entre crianças.

A Secretaria também reforça a importância do aleitamento materno, da alimentação baseada em produtos in natura e da participação da família na construção de hábitos saudáveis. A orientação é que pais e responsáveis acompanhem regularmente o desenvolvimento das crianças e busquem atendimento profissional sempre que necessário.

Além do monitoramento nas unidades de saúde, o tema integra ações desenvolvidas em escolas por meio do Programa Saúde na Escola. As atividades incluem incentivo à alimentação adequada, prática de exercícios físicos e educação alimentar voltada às crianças e adolescentes.

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