Polícia prende mãe suspeita de agredir bebê com fraturas graves em Nova Andradina

Criança de sete meses apresentava hematomas, fratura na costela e lesão no crânio; outro filho da investigada foi afastado do lar pelo Conselho Tutelar

27 MAI 2026Por Redação Jota FM14h17
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A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (26) uma mulher de 31 anos suspeita de agredir a própria filha, de sete meses, em Nova Andradina. A bebê deu entrada no Hospital Regional com diversos hematomas pelo corpo, além de fratura na costela e lesão no crânio constatadas em exames médicos. A criança foi transferida em estado grave para outra unidade hospitalar.

A investigação foi conduzida em ação conjunta entre a Seção de Investigações Gerais (SIG) e o 1º Distrito Policial do município. Os policiais passaram a apurar o caso após serem comunicados sobre o atendimento da bebê no hospital. A suspeita foi localizada e levada para prestar depoimento.

Durante as diligências, os investigadores identificaram outro atendimento médico envolvendo a mesma criança ocorrido cerca de 30 dias antes em outro município. Na ocasião, a bebê apresentou pneumotórax, lacerações no fígado e lesões nos olhos. Segundo a polícia, a mãe afirmou naquele episódio que a filha teria sido atingida por um martelo enquanto brincava com o irmão de três anos.

Já sobre as lesões identificadas nesta terça-feira, a mulher alegou que os hematomas teriam surgido após uma possível reação alérgica ou medicamentosa acompanhada de vômito. A versão apresentada, porém, foi considerada incompatível com os laudos médicos e exames realizados na criança. Diante dos indícios levantados, os policiais efetuaram a prisão em flagrante.

A investigada responderá inicialmente por maus-tratos qualificado com resultado de lesão corporal grave. A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva da suspeita, pedido que será analisado pelo Poder Judiciário. A pena prevista para o crime pode chegar a sete anos de reclusão.

O outro filho da mulher, de três anos, foi retirado provisoriamente do ambiente familiar pelo Conselho Tutelar. A medida foi adotada de forma administrativa diante do risco à integridade física da criança. O caso segue sob investigação para apurar se outras pessoas tiveram participação nas agressões.

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