Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) rejeitaram, na noite desta terça-feira (7), a proposta apresentada pela Prefeitura de Campo Grande para parcelar o reajuste salarial de 5,4% até janeiro de 2027. Em assembleia promovida pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), a categoria aprovou uma contraproposta que mantém o índice integral, mas exige que o pagamento seja concluído até dezembro deste ano.
A proposta da administração municipal previa a recomposição em três etapas: 1,7% em setembro, mais 1,7% em dezembro e os 2% restantes em janeiro de 2027. Segundo o Executivo, o cronograma foi elaborado considerando as limitações orçamentárias e o plano de equilíbrio fiscal do município.
Durante a assembleia, os profissionais decidiram aceitar a possibilidade de parcelamento, desde que todas as parcelas sejam pagas ainda em 2026. A categoria também rejeitou a transferência de parte do reajuste para o próximo ano.
De acordo com o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, o principal objetivo é assegurar que a recomposição salarial seja integralmente efetivada neste ano. Segundo ele, a forma de parcelamento pode ser negociada, desde que o pagamento seja concluído até dezembro.
Além da questão salarial, os professores aprovaram novos encaminhamentos para a continuidade das negociações. Entre eles estão a realização de uma reunião com a prefeita Adriane Lopes, a publicação da tabela salarial no Diário Oficial do Município após eventual acordo e a divulgação periódica das reuniões da comissão que acompanha a aplicação dos recursos da educação.
A assembleia também definiu três representantes da base para integrar a comissão que acompanhará as próximas rodadas de negociação ao lado da diretoria do sindicato.
A contraproposta será protocolada pela ACP nesta quarta-feira (8), juntamente com o pedido de uma nova reunião com a Prefeitura de Campo Grande. O objetivo é buscar um consenso e evitar o agravamento do impasse entre a categoria e o Executivo.
As negociações seguem abertas. A Prefeitura sustenta que qualquer reajuste deve respeitar os limites fiscais do município, enquanto os professores defendem a conclusão da recomposição salarial ainda em 2026.

Em assembleia realizada ontem (7), professores da Rede Municipal de Ensino rejeitaram a proposta da PrefeituraDivulgação
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