Para uma família, o crescimento de uma cidade não se mede apenas pelo número de empresas que chegam ou pelo movimento da economia. Ele aparece na rua pavimentada, na drenagem que acompanha a expansão urbana, na possibilidade de encontrar moradia e na segurança de ter o imóvel regularizado. Também se revela quando os serviços públicos conseguem crescer na mesma velocidade que novos bairros, empregos e moradores.
É nesse cenário que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, apresenta uma das frentes de seu Plano de Governo para 2027–2030. A proposta reúne ações de infraestrutura urbana, habitação, regularização fundiária e planejamento, além de prever o fortalecimento das políticas voltadas aos municípios que recebem grandes investimentos produtivos.
Segundo o plano, o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul aumentou a necessidade de planejamento urbano. A expansão industrial, a atração de investimentos privados e a maior mobilidade populacional ampliaram as demandas por moradia, infraestrutura e serviços públicos.
A estratégia apresentada para o próximo ciclo busca integrar essas áreas. A ideia é aproximar investimentos em infraestrutura das políticas de desenvolvimento urbano, conectividade, sustentabilidade e planejamento territorial.
MS Ativo mantém foco na parceria com municípios
Um dos principais instrumentos dessa relação entre Estado e municípios é o MS Ativo. O primeiro ciclo reuniu R$ 1,5 bilhão em obras finalizadas, em execução e projetos em análise pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).
Já o MS Ativo 2 prevê R$ 995 milhões em investimentos e contempla os 79 municípios com obras de pavimentação, recapeamento, drenagem e outras intervenções estruturantes.
De acordo com o Plano de Governo, a definição das intervenções ocorre em parceria com prefeitos e vereadores, em vez de seguir uma relação de obras determinada exclusivamente pelo Estado. Em 2025, o programa recebeu o Prêmio Excelência em Competitividade do Centro de Liderança Pública.
A atuação da Agesul também inclui aproximadamente R$ 763 milhões em obras civis nas áreas de saúde, segurança pública, esporte, cultura, lazer e cidadania.
A estratégia busca ampliar a capacidade dos municípios de acompanhar o crescimento populacional e econômico, especialmente em regiões onde novos empreendimentos aumentam a demanda por serviços públicos e infraestrutura.
Habitação ganha prioridade em áreas de expansão
A expansão da atividade industrial e a chegada de grandes empreendimentos também aumentam a pressão sobre o mercado habitacional. Por isso, a habitação aparece como um dos eixos previstos no plano para 2027–2030.
Nos últimos anos, a política habitacional estadual foi executada em parceria com os municípios e o Governo Federal, com ações voltadas à construção de moradias e à regularização fundiária.
Para o próximo ciclo, Riedel propõe ampliar os investimentos no setor, aumentar a entrega de moradias por meio do Bônus Moradia e criar o Programa Estadual MS Moradia, voltado exclusivamente à população de baixa renda.
O plano também prevê a viabilização de unidades habitacionais em parceria com o Governo Federal e a abertura de novas frentes de regularização fundiária urbana até 2030.
Uma das mudanças propostas é direcionar programas habitacionais para regiões impactadas pela implantação de grandes investimentos produtivos. A intenção é fazer com que a expansão econômica seja acompanhada por políticas de moradia e infraestrutura.
Planejamento urbano busca antecipar crescimento
Além das obras, o plano prevê apoio aos municípios na elaboração e atualização de seus instrumentos de planejamento urbano.
A medida busca melhorar a capacidade das cidades de organizar a expansão de bairros, definir áreas de crescimento e dimensionar a necessidade de infraestrutura e serviços públicos.
A proposta também incorpora o conceito de cidades acessíveis, sustentáveis, inteligentes e resilientes. Nesse modelo, desenvolvimento urbano, infraestrutura econômica, conectividade e sustentabilidade passam a ser considerados de forma integrada.
A conectividade digital aparece como outro eixo da estratégia. Para 2027–2030, o plano prevê ampliar a cobertura da infraestrutura de comunicação, reduzir desigualdades de acesso e apoiar iniciativas tecnológicas voltadas às chamadas cidades inteligentes.
A intenção é associar a conectividade a áreas como educação, saúde, segurança, inovação e desenvolvimento regional.
Grandes investimentos pressionam estrutura dos municípios
A proposta de Riedel considera que a chegada de grandes empreendimentos pode alterar rapidamente a dinâmica de uma cidade. A criação de empregos e o aumento da atividade econômica podem atrair novos moradores e elevar a demanda por moradia, transporte, saneamento, saúde, educação e demais serviços públicos.
Nesse cenário, o planejamento municipal passa a ter papel estratégico para evitar que a infraestrutura fique atrás do ritmo de crescimento econômico.
O plano prevê, portanto, uma atuação mais integrada entre Estado e municípios, com investimentos em obras e apoio ao planejamento das cidades.
A estratégia mantém o MS Ativo como um dos principais instrumentos de cooperação, mas amplia o foco para áreas como habitação, regularização fundiária, conectividade e preparação dos municípios para receber novos investimentos.
Próximo ciclo coloca cidades no centro
Entre os resultados apresentados pela atual gestão e as propostas para um eventual segundo mandato, a estratégia mantém a parceria com os municípios como um dos pilares da política de infraestrutura.
Pavimentação e drenagem continuam entre as prioridades, mas passam a dividir espaço com habitação, regularização fundiária, planejamento urbano e conectividade.
O objetivo apresentado no plano é preparar os municípios para sustentar o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, ampliar as condições de vida da população.
“A verdadeira transformação só será plena quando pudermos avançar, todos juntos, de mãos dadas, em direção de um novo futuro”, afirma Riedel.
Nas cidades, o resultado dessa estratégia deverá ser medido pela capacidade de acompanhar as transformações econômicas com infraestrutura, moradia e serviços públicos. Para o próximo ciclo, o desafio proposto pelo candidato é reduzir a distância entre o crescimento que chega aos municípios e a estrutura necessária para atender a população.

Governador Eduardo RiedelDivulgação
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